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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

15
Out19

Dra Joana

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Há quase 27 anos que oiço dizer que quer seguir medicina. Têm estado sempre ligada à saúde, tem um enorme jeito para trabalhar com os doentes, há anos que trabalha na área, não exactamente como quer mas finalmente conseguiu, o que há tanto tempo, sonha.

A minha irmã entrou para medicina! Alguém tem de seguir as pesadas não é? Depois de um curso exímio de enfermagem, um mestrado (a terminar a tese) na área metabólica, a minha irmã vai para a UBI estudar o que sempre quis.

Nunca desistiu. E os sonhos, às vezes, acontecem! Parabéns (quase) Dra Joana

13
Jul16

Mudanças em nós?

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Lembrei-me de escrever este post, sem razões específicas e sem targets mas já vi tantas pessoas passarem por isto que, se calhar, se virem exposto parece diferente e é válido para homens e mulheres.

Sabem aquela fase a que chegamos, quando temos alguém de quem gostamos mesmo, mas mesmo muito, que nos faz sentir bem e que nos eleva (nos primeiros tempos, por norma)? Chama-se a isso estar apaixonado/a. É óptimo, lindo, fantástico mas não é para sempre, meus caros.

De amar ao comodismo vai uma distância tão mínima...

Tenho visto casos em que isso é claro e isso aconteceu com um alguém que todos nós conhecemos.

Há sempre alguém que tem uma paixão assolapada, não vê mais ninguém para além da outra pessoa, afasta-se de tudo e todos, muitas vezes incluindo a família, para por a outra pessoa no centro do mundo e vai deixando arrastar. Quando repara, já não está só com essa pessoa mas também com  a mãe, o pai, os irmãos, o piriquito, o cão, o gato, os vizinhos, toda a gente. Já não é uma relação a 2 mas a  2589746 pessoas e depois é muito mais díficil.

Numa relação temos o DEVER e o DIREITO de sermos respeitados, amados, ouvidos. No entanto, é claro que deve ser recíproco. Se não o fizerem ao vosso companheiro, não podem esperar o mesmo.

Não deixem que os vossos sonhos morram ou caiam por terra por causa de alguém. Nunca é tarde para nada. 

Não deixem que vos digam que não ficam bem de branco, amarelo, rosa choque ou verde alface. Se vocês se virem ao espelho, e gostarem da imagem reflectida, se vos der um boost de confiança, cabeça erguida e bora lá.

Uma relação não é sinónimo de uma só conquista. São pequenas conquistas diárias que formam um todo. Não é por já terem aquela pessoa que se vão deitar à sombra da bananeira e descurar em tudo. Pelo contrário, aprimorem a vossa imagem, mas por vocês, não pelo outro. Quando a luta é uma constante e vale a pena, as vitórias sabem tão melhor...

 

Agora que já dei numa de psicóloga, vou voltar para o meu cantinho.

 

03
Fev16

Tudo o que nasce...

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Nunca estamos preparados para perder alguém. Por mais que nos mentalizemos, nunca estamos.

Teve uma vida farta, farta em filhos, em esposa, em farra. Era um homem que não mostrava emoções facilmente. Lembro-me de ser miúda e achar que ele era muito grande. Mas era o meu avô.

Não me vou por com paninhos quentes. Morreu ontem. Já se esperava, a idade e o estado físico já estavam a apontar para isto.

Tenho para mim a teoria de que, quando alguém morre, alguém o vem "substituir". A minha família ficou sem o Gaspar mas vai haver mais um bebé que vai ter toda uma vida farta, cheia de amor, uma criança que é desejada por todos.

 

Nunca fomos muito próximos mas tenho a certeza que ele adorou ter conhecido a bisneta, ter ido ao meu casamento, e, principalmente - apesar de não o ter expressado - ter orgulho na SUPER mulher que a minha mãe se tornou.

 

 

 

 

06
Jul15

Anjinhos da Guarda

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Há alguns de nós que têm anjinhos da guarda e que não tiram férias...

Foi o caso neste fim de semana do anjinho da guarda de uma pessoa de quem gosto. Se o anjinho dela tivesse ido dormir ou estivesse distraído, não sei não.

Há coisas que fazemos que só mais tarde nos apercebemos da tamanha estupidez. Foi o caso. Felizmente, não houve um mal maior (porque o anjinho estava atento).

Mas, fica o meu conselho, os anjinhos também descansam.... 

17
Mar15

O que se lê no Correio da Manhã e a sociedade portuguesa

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Estava eu sossegada a folhear o CM quando vejo uma notícia que me pareceu que se podia ter passado comigo quando a M. nasceu e eu tive de passar várias horas na Segurança Social.

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Pois bem, o senhor em causa não gostou de ter de esperar (como ninguém gosta) e começou a partir computadores, vidros... Foi uma festa. Ora bem, isto poderia ter sido qualquer pessoa (eu incluida) que já teve o (des)prazer de ter de ir a uma repartição da segurança social e verificar in loco o quão prestáveis as pessoas que lá trabalham são.

 

Eu, com as hormonas alteradas como estive, poderia bem ter sido notícia do CM...

26
Fev15

Pronto, agora é que são elas

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Ora bem, a Barbearia do momento está em altas.

Escrevi eu um post sobre a dita "barbearia", que vi em outubro no meu mural do facebook partilhado por alguém (conforme referi na altura) e que não sei quem era era o/a autor(a) e agora caiem-me 3565895 comentários?

CALMA! Como eu disse, não sei quem escreveu mas ainda bem que o fez. Não sitei a fonte por esquecimento, já pedi desculpas, agora não me venham de arma em punho já inundar a caixa dos comentários a dizer que é o mínimo que posso fazer..

Agora que já estamos todos contentes, a dita loja já teve toda a publicidade que (não) merecia, vamos lá voltar para as nossas vidas, sim?

 

Boa semana

23
Fev15

Empire (da boa música)

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Vocês viram a estreia desta série?

A Fox Life fartou-se de publicitar e fez, inclusivé, uma festa no Radio-Hotel com o Dj Kamala e o Sam The Kid, à qual tentei ir mas não correu nada bem tal era a confusão à entrada mas... Passando à frente, se perderam esta série, vejam.

Vale a pena. A banda sonora é fantástica, produzida pelo Timbaland e a história é a típica de hollywood.

Têm aqui um teaser das músicas que deram no primeiro episódio.

Sou fã assumida do "Jamal" porque acho que ele é extremamente genuíno e tem uma voz fantástica.

Se tiverem oportunidade, não percam a série.

Podem ver na Fox Life, à 5a feira, às 22h20

 

 

13
Jan15

A idade tem destas coisas

entrefraldaselivros

Nem força tenho nos dedos para escrever.

Quando saio de casa e o termómetro do carro diz 1º ou 2º o meu cérebro congela e não consigo ter ideias para depositar aqui no blog, daí isto andar paradito. 

No entanto, escrevo hoje com um texto retirado do site http://mariacapaz.pt/ onde a Joana, professora de filosofia para o 1º ciclo, fala de como aborda as aulas contorna a filosofia às crianças.

Se eu fosse professora, e cheguei a pensar várias vezes em dar aulas ao secundário, acho que a minha postura seria semelhante à dela.

Diz ela que: 

“Está bem, professora. Mas tu não tens mesmo sapatos de salto alto?!”

Sou professora de filosofia, no 1º ciclo. Sim, leram bem: filosofia para crianças, em escolas públicas. Um dia destes posso contar-vos do maravilhoso que é estar com crianças a reflectir sobre coisas como “o que é uma pessoa?”, “se as bonecas podem ter os mesmo direitos que os humanos” e “por que é que existe o amor?” com mini pessoas humanas entre os 5 e os 10 anos.  E do perigoso que é, tornar as crianças conscientes do seu pensar e sentir desde muito cedo. Mas esse não é o tópico que me traz aqui hoje.

Venho falar-vos da forma como foi recebida na escola, pelos meus alunos. Quando entro no portão da escola costumo demorar em média uns 15 minutos até chegar à entrada do edifício: pelo caminho recebo abraços, beijinhos, sorrisos e também um ar de “oh não vamos ter filosofia hoje!”. E perguntas, costumo ser bombardeada com perguntas – pouco filosóficas, diria, mas que interessam à pequenada.

O Bruno, do alto dos seus 8 anos, encontrou-me um dia e perguntou: “professora, tu não usas sapatos de salto alto?” Ao que respondi, não, habitualmente não. Ele insistiu: “Está bem professora. Mas tu não tens mesmo sapatos de salto alto?” Soltei uma gargalhada. Comecei a rever mentalmente o conteúdo da minha sapateira e lembrei-me de uns sapatos de cunha. Olha, Bruno, até tenho. Mas normalmente, como vês, ando muito de ténis e de botas. É mais confortável para mim.

Ele sorriu e foi brincar. Uns dias depois, encontrou-me no corredor. “Olá Professora. Tu não tens malas?” Bruno, tenho sim. Às vezes até trago uma. “Sim, mas andas de mochila, como nós.”

Já não basta ser a professora de uma disciplina onde as respostas não são imediatamente corrigidas com certo e errado – são sim debatidas em grupo – ainda por cima uso ténis e vou de mochila para a escola.

Recordo-me das minhas professoras da escola primária (ainda sou desse tempo) e, agora que penso nisso, acho que nunca as vi de ténis ou de mochila. Talvez não fizesse sentido para elas: os tempos eram outros e a imagem da professora era outra. Sim, digo professora, pois constato empiricamente que a maioria dos profissionais do 1º ciclo são mulheres – e conto pelos dedos os professores que conheço.

Uma das minhas características, desde muito nova, é atender à forma como as pessoas se vestem. A minha mãe conta que, por exemplo, eu todos os dias referia aquilo que a professora tinha vestido e comentava também a roupa dos meus colegas. Confesso que até hoje nunca consegui perceber como é que a minha amiga da primária, a Raquel, conseguia usar meias amarelas quando a sua roupa era maioritariamente em tons de azul. “As calças tapam, quase não se vê”, dizia-me ela. Mas o facto é que eu via.

Os meus alunos já me aceitaram, na estranheza que comporto: sou professora de filosofia, visto quase sempre de preto, tenho várias tatuagens visíveis e costumo dizer-lhes que “a filosofia é fixe”.  Peço-lhes diariamente que me tratem por Joana, ao invés de “professora”. Perguntaram-me o motivo. Respondi com um exemplo: imaginem que eu agora vos tratava a todos por aluna ou aluno. “Mas nós temos nome”, gritaram em uníssono. Eu também, meus amores. Eu também.

Um dia destes conto-vos sobre uma pergunta importante que um dos alunos fez. “Professora, tu não tens filhos?” Antecipo a resposta: não, não tenho. E não sou maria incapaz para ter um." 

in: http://mariacapaz.pt/cronicas/professora-nao-tens-sapatos-de-salto-alto-por-joana-rita-sousa/

 

Eu era pessoa para ir dar aulas de ténis ou botas rasas. É assim que estou confortável. E calças de ganga com camisolas de cores mais escuras, tal como a Joana.

Tenho tatuagens e piercings, como ela, que nunca me impediram de nada, pelo contrário. Tenho uma postura que em nada se assemelha com a idade que já tenho (não sou nada velha mas já não tenho 20 anos).

Ainda este fim de semana falava sobre isso com os meus pais. No colégio da M. insistiam em chamar-me de Senhora e eu, às tantas, respondi, como é normal "a Senhora está no céu. Ainda sou nova para esse tipo de tratamento. Trate-me pelo nome". O meu pai olhou para mim e perguntou-me se eu sabia que idade ja tenho. Respondi que sim. Tenho 30 anos (e pensei para dentro "raios, JÁ tenho 30 anos!") mas não me sinto com essa idade. Aliás, não faço ideia de como alguém com 30 anos se deve sentir. Estou baralhada com as idades... 

 

 

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