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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

22
Jun20

Gritos em silêncio

entrefraldaselivros

Aparentemente está tudo bem. Sorrimos, rimos, fazemos os outros rir, vamos para os nossos empregos, temos a nossa vida familiar bem, mas na realidade ninguém sabe os demónios de cada um.

A verdade é esta. E é preciso uma figura pública tirar a sua própria vida para que seja dada importância a uma doença que passa ao lado de muita gente porque "tens de ultrapassar", "vá, põe lá um sorriso nos lábios", "depressão é coisa de ricos"....

Não se enganem. Nasci no meio de médicos e enfermeiros, trabalho neste meio desde sempre. Já vi de tudo. Quando não estamos bem, o primeiro passo é reconhecê-lo, isso em si já é uma ajuda. Os amigos não conseguem fazer o trabalho de um profissional de saúde, por mais que tentem.

Um psiquiatra sabe o que faz. Estudou mais de 25 anos para isso, passa o dia a ouvir os problemas dos outros, por isso se não é por amor à profissão, não sei porque será - acreditem que não é pelo dinheiro, neste país. Não há, nem nunca deveria haver, vergonha nenhuma em pedir ajuda em pleno século XXI.

Está disponível demasiada informação para que as pessoas sejam "obrigadas" a sofrer em silêncio. 

Ah, e não, um psicólogo não é a mesma coisa que um psiquiatra... Não se enganem por aí tambem. Não é só porque um pode receitar "drogas" e o outro não que é menos mal ir a um do que a outro. Um estudou medicina, o outro não - estudou psicologia - com todo o seu mérito; mas não deixa de ser completamente diferente.

De qualquer forma, e não esmiuçando mais o assunto, em último caso, estão pessoas atrás de telefones que podem ajudar

LINHAS DE APOIO

 


Linha Jovem - 800 208 020
Todos os dias das 9 às 18 horas



Linha LUA

 

Linha SOS Bullying

 


SOS Estudante – 96 955 45 45 ou 808 200 204 (das 20h à 1h, chamada local)
Apoio emocional e prevenção do suicídio
 

Telefone da amizade – 228 323 535
Apoio em situações de crise pessoal e suicídio das 16h às 23h
 


S.O.S. Adolescente 
- 800 202 484
 

Conversa Amiga – 808 237 327 (chamada local)
Apoio, orientação e formação. Todos os dias das 15h às 22h


Linha SOS Palavra Amiga -  232 42 42 82
Todos os dias, das 21 à 01 horas;

Linha Telefone amigo - 239 72 10 10
Todos os dias, das 17 à 01 hora
 

Linha Telefone Amizade - 800 205 535
De segunda a quinta, das 16 à 01 hora
Sexta e Sábado, das 19 às 21 horas
 

Linha Informativa de Informação sobre orientação sexual e identidade de género - 96 878 18 41
 Associação ILGA Portugal (Apoio sobre Homossexualidade)


Sexualidade em linha – 808 222 003 (chamada local)
Informação e aconselhamento na área da saúde sexual e reprodutiva
Segunda a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h.

INEM  - 112

Saúde Pública - 808 211 311

Intoxicações - 808 25 01 43

Saúde 24

  • Telef. - 808 24 24 24
  • website: www.saude24.pt

APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima - 707 200 077

Linha do Medicamento - 800 22 24 44

Provedor da Justiça - 808 200 084

CNPCJR Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco

  • Telef.: 21 115 52 70
  • e-mail:  cnpcjr@seg-social.pt
  • website: http://www.cnpcjr.pt/

CPCJ Guimaraães (Comissão de protecção de crianças e jovens de Guimarães  – 253 414053

Linha Verde Recados das Crianças - 800 206 656

SOS Criança – Instituto de Apoio à Criança -

  • Telefs.:217 931 617 / 800 202 651
  • e-mail: iacsede@mail.telepac.pt
  • website: http://www.iacrianca.pt

Saúde pública - 707 30 82 83

30
Jun14

subconscientes, vida e morte

entrefraldaselivros

Tive um melhor amigo.

Conheci-o quando eu tinha 14 anos (há uma vida inteira atrás) e na altura já ele era mais velho e mais sabido do que eu.

Ele era da minha turma e estava só a fazer uma disciplina. Era aquele amigo que sempre, sempre,  esteve lá. Podíamos estar meses sem falar mas aparecia sempre nas alturas críticas.

A última vez que reapareceu foi há 3 anos, numa altura muito crítica. Do nada mandou-me um sms, quando não falávamos há meses onde só se lia "o que se passa?".

Fiquei a olhar para o telefone, incrédula. Eu não tinha dito nada do que se estava a passar e era impossível ele saber porque o meu círculo de amigos não tinha nada a ver com o dele. 

Aquela mensagem fez-me pensar. Como é que era possível ele ter aquela queda de saber SEMPRE quando eu precisava de desabafar?

Ainda só tinham passadas umas semanas desde que tinham acontecido as coisas. Eu respondi, com o meu tom brincalhão, como normalmente.

A conversa manteve-se e ele percebeu.

Veio ter comigo ao trabalho e fizémos o que era normal em nós. Em vez de irmos beber um café fomos beber umas imperiais e conversar.

Durante uns meses tomamos muitos cafés e bebemos muitas minis, trocamos muitas conversas e falámos de tudo.

Até um dia.

 

Até ao dia em que recebo uma mensagem em que me dizem que um dos meus melhores amigos morreu num acidente de mota.

Não soube muito mais que isto. Só que ele morreu. Foi das pessoas mais inteligentes que conheci e das mais brincalhonas mas com um sentido de humor apurado.

E morreu. Assim, sem mais nem menos. Sem eu lhe poder dizer o quanto ele foi importante para mim e para o meu crescimento.

Durante 3 anos que passaram eu acho que ainda não soube lidar muito bem com a morte dele. Eu estava, na altura a tirr a carta de condução de mota e tinha comprado a minha 1ª mota 125 CC. Quando soube que ele tinha morrido, não sei porquê mas deixei de ir às aulas de código e deixei de marcar aulas de condução.

A minha mota ficou parada mais de 1 ano (também porque engravidei) mas a vontade e o medo de pegar nela eram mais que muitos.

Até que a vendi... 

Ganhei uma aversão a conduzir motas... Porque um dos meus melhores amigos morreu a conduzir uma mota e eu não lhe disse adeus e o quanto gostava dele.  

 

Não sei se é por esta "onda" de mortes que o meu subconsciente se veio lembrar disto agora, mas veio ao de cima.

Sonhei com ele esta noite. E o sonho pareceu tão real que acordei sobressaltada...

 

Tenho saudades dele. Mais do que consigo expressar e muitas vezes dou por mim a escrever mensagens para um destinatário que já não está cá...

 

Não deixem nada por dizer, nem abraços por dar.

A vida é muito curta.

 

Porque adoro a música, porque deftones tem tudo a ver com ele... porque és SEMPRE um marco na minha vida.

 

 

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