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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

02
Mai19

Novidades aqui da terrinha

entrefraldaselivros

Olá olá!

Para quem acha que andamos aqui todos com pouco para fazer, desenganem-se. Não paramos; estamos sempre a fazer alguma coisa. O Miguel está com uma evolução fantástica, e a Matilde está com óptimas notas e cada dia mais esperta e saída da casca.

O bullying escolar parece ter abrandado (infelizmente foi preciso eu me impor e falar "a sério" com a nova direcção para que alguma coisa acontecesse mas, pelo menos aconteceu). Desengane-se quem acha que colégios privados são para riquinhos e que não acontecem fenómenos estranhos. Não é verdade. Nesses locais também há aves raras que gostam de atormentar os mais sensiveis das mais variadas formas. Lembrem-se que há pais que não têm grandes opções para o ensino dos filhos a não ser o privado, ou por não ter horários fixos, ou por não ter horários compatíveis, ou por não considerar que, como os professores não são devidamente remunerados, poderão descarregar as frustações nas crianças e não puxar por elas o suficiente... Lembrem-se que é nesta idade que se começa a formar a personalidade que mais tarde fará dos nossos filhos os adultos de amanhã.

Assuntos mais leves: 

Cada dia me rio mais com o quão cómico é criar um ser humano homem. Sempre tive só meninas (as minhas irmãs mais novas, a minha filha..), já o meu filho tem uma doçura especial no olhar, uma forma muito carinhosa de adormecer comigo - quando está para aí virado. 

Tem um riso muito leve e cómico, que ainda dá mais piada. 

 

E vocês? Têm estado a aproveitar estes dias como nós?

04
Ago14

FÉRIAS!!!

entrefraldaselivros
Finalmente! Aquilo pelo qual ansiamos todo o ano. Mas.... O que é que me acontece a mim? Acordo às 6am, às 9am e depois já não durmo mais.
Entrei de férias no dia 1 e pensei que ia ter um dia calmo, até me ter sentado no sofá. Durou 30 segundos. Foi o tempo de ir buscar o pano do pó e o aspirador. Dei numa de dona de dona de casa e foi de cima abaixo.
Comecei eram 11h e só às 17h30 pousei as coisas. E assim lá foi o primeiro dia.
Hoje.... Pois... Se calhar é melhor ficar de pé senão estou tramada.
Mas este tempo também não está a ajudar grande coisa porque não está sol nem grande valor para fazer seja o que for, apesar da M. só pedir páia e bóuas.
Ontem achou por bem ir ao piki (penico) logo de manhã como se fosse adulta.
Dez xixi, olhou para mim como quem diz "vá manda lá isso fora" e sentou-se para continuar.
Fez cocó mas achou que estava o suficiente no penico e toca de fazer onde calha... No chão, no tapete... E diz-me "já tá mae"
😯😠
A sério?! A um domingo antes das 10 da manhã? Eu não mereço mas não me contive de rir...
A miúda é esperta. Quem é que com 1 ano e 8 meses pede para ir ao penico?
25
Mai14

Andar, andar e andar

entrefraldaselivros

Para alguns pode parecer uma coisa muito natural mas por aqui andamos histérios.

A M. já dá vários passos sozinha e sem cair.

Depois de tudo o que já passou é mais do que razão para estar orgulhosa, babada, feliz, histérica, tudo e mais alguma coisa.

Ainda tem, como é normal, algum receio mas já se aguenta algum tempo em pé sozinha e já vai ter connosco sem apoios o que é fantástico.

 

Estamos todos por aqui mais que felizes com esta evolução mais que positiva.

Agora é encorajá-la {#emotions_dlg.kiss}

06
Abr14

Novidades

entrefraldaselivros

Ora bem, nem sempre só de consumismo e música se fala neste blog. 

Este blog, maioritariamente fala sobre a M., sobre as suas evoluções e sobre como cresce diariamente e como nós, família directa e amigos mais próximos, lidamos com as mudanças que "sofremos" com o facto da existência que é uma primeira filha/neta/sobrinha/filha-da-amiga.

Por isso mesmo, ponderei muito antes de escrever este post e faço-o expondo o meu coração de mãe e de filha.

A M., agora com 16 meses, está oficialmente curada.

Curada de quê, perguntam vocês que me lêem em silêncio e não nos conhecem. Pois... Por norma, e desde que ela nasceu, que não exponho o caso dela. Não que o esconda, pelo contrário, mas porque a tentei proteger ao máximo daqueles comentários de "coitadinha da menina" ou "tem alguma deficiência, com certeza". Como devem imaginar, uma mãe quando ouve estes comentários, tem de ter uma calma extra para não mandar com o ovo do bebé à cabeça da pessoa que o diz. E eu sou muito explosiva. Demasiado até. Mas a maternidade e a M. vieram acalmar-me.

Pois bem, a M. nasceu com uma luxação congénita da anca bilateral. Grande palavrão. Não é nada que, hoje em dia, infelizmente não esteja a começar a ser muito comum, basta passar um dia de manhã no Hospital D. Estefânia para comprovar. Felizmente para nós foi detectado quando ela tinha 2 dias de vida e foi logo encaminhado para a ortopedista do Santa Maria e posteriormente ainda fizémos uma breve visita ao  Hospital Pediátrico de Coimbra e fomos finalmente parar ao Hospital D. Estefânia onde acabámos por "estacionar".

Basicamente em que consiste a LCA?

É a cabeça do fémur completamente fora da bacia e não encaixar. Ou, no caso da M., encaixar e saltar. Não vou descrever o procedimento todo dos 16 meses porque foi intenso. Foram aparelhos, gessos, idas ao bloco operatório, raios-x, ecografias, mais gessos, arnês, uma bem-dita operação, mais gessos. No entanto, só fomos bem encaminhados quando a M. já estava a dias de completar um ano de idade, depois de andarmos numa roda viva de médicos, exames, internamentos e por aí fora.

Depois da operação, a M. ainda esteve engessada mais 2 meses e após isso passou a usar um aparelho 24 horas por dia durante mais um mês. No dia de anos do pai dela (11/2), após mais uma ida à consulta de rotina e onde eu escrevi mais um post aqui , ela pode passar a usar o arnês apenas durante a noite, o que era um óptimo progresso, dado que no colégio ela já via os meninos a gatinhar e ela estava presa a um aparelho que só a permitia estar num puff.

Finalmente na 6a feira, depois de mais uma ida ao hospital para mais uma consulta e após ter esperado mais umas horas, pedi à ortopedista para lhe fazer um raio-x, porque o coração de mãe é fraco e tem sempre medo, espera sempre o pior e ela está a começar a andar. Quando veio o resultado sou surpreendida com um: "Está tudo óptimo. A evolução está muito boa, está praticamente no sítio e irá melhorar quando ela começar a andar pelo próprio pé."

Nesse momento senti que me tinham tirado de cima uma bigorna que eu andava a carregar há mais de um ano. 

Não tenho qualquer outra expressão para o dizer. Uma bigorna como aquela dos desenhos animados. 

"A M. tem alta do arnês e não precisa de o usar mais." 

Apeteceu-me chorar. E acho que só não o fiz porque fiquei abananada e porque eu sou eu e estava à espera de ouvir, as usual, qualquer coisa como "ela ainda vai ter mais uns meses disto".

Por isso, SIM, A M. ESTÁ CURADA! Porque depois de tudo o que nós/ela passamos também merecemos. 

Escrevo este post porque foi mais de um ano em que protegi a minha filha, apesar de a proteger, claro, mas sei que não há muita informação sobre isso. Porque quando nós, mães, temos a notícia de que a nossa filha (normalmente são sempre as meninas) tem LCA, ficamos sempre sem chão, como eu fiquei. 

Escrevo, em parte, com raiva deste país pequenino em que vivemos porque no nosso caso, não temos qualquer ajuda do estado para transportar os bebés quando estão engessadas e isso fez-me uma enorme confusão. Sempre que tinha de ir às consultas ou aos hospitais tinha sempre de pedir ajuda a outro adulto e tinha sempre de infringir regras de trânsito, levanto a M. ao colo e rezar a todos os santinhos para não apanhar a polícia, ou caso apanhasse, que ao menos fosse um polícia que compreendesse a situação e não me multasse. 

Por isso, se eu puder ajudar alguém com este post, já sinto que não foi em vão já que, de certeza que vou ser criticada por expor o caso assim, mas depois de ter lido num forum que frequento, várias mães em pânico porque tiveram este diagnóstico e não sabiam o que fazer e eu sempre que pude tentei ajudar prefiro fazê-lo agora, principalmente porque sei que fiz o meu melhor pela minha filha.

A Luxação Congénita da Anca, quando detectada a tempo, não é um bicho de sete cabeças. É claro que é grave, como todas as complicações. É claro que tem de se ter atenção e tentar procurar os melhores médicos, sendo que na minha opinião, na zona de Lisboa eles estão na Estefânia. Aí, só temos a agradecer a todos. Por todo o tempo que lá estivemos (e foi muito. Passei lá dias e noites, semanas até) sempre fomos muito bem tratados. Se o médico tiver dúvidas, procurem uma segunda opinião mas nunca, nunca baixem os braços. 

 

Agradeço do fundo do meu coração e nunca poderei retribuir a ajuda que toda a nossa família nos deu nestes 16 meses. Amo-vos mais do que vocês imaginam. A todos.

Agora se me dão licença, vou dormir uma noite bem descansada {#emotions_dlg.inlove}{#emotions_dlg.smile}

 

19
Mar14

Dia do pai

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Uma excelente iniciativa do colégio da M. hoje foi por as crianças a passar parte da manhã com os seus pais. O pai da M. foi lá passar umas horas e ver como é a M. no seu "habitat" diário e quais são as actividades que ela faz na escola - no entanto isso incluia dar o almoço, mudar fraldas, brincar, tomar conta, adormecer... Enfim, ser a mãe durante umas horas e ver/sentir quantas mãos e branços temos que ter de cada vez.

A M. só chegou à escola por volta das 11 da manhã e já estavam todos os pais com os seus rebentos. Eu achei a iniciativa tão fixe que fui lá espreitar com os meus olhos. Claro que quando lá cheguei fui saudada com um "Olá mamã, hoje só pode vir até à entrada, dar um beijinho à sua família e dizer até logo." Ainda espreitei a sala dela, onde só se viam homens feitos a tomar conta dos bebés, no meio de cadeiras de refeição, fraldas, toalhitas e bebés, o que me deu uma enorme vontade de rir. Satisfeita, vim-me embora.

Como a prenda que a M. deu ao pai foram umas t-shirts que diziam "menina do papá desde 2012" e "papá desde 2012", uma para ela e uma para o pai, a condizer, eles hoje foram assim vestidos e fizeram sucesso no meio de toda a gente na escola.

Claro que quando a fui buscar à tarde fui brindada com o relato de como correu a manhã e de como a M. e o pai se portaram bem e estiveram à altura que sei que estão.

Ela estava nas nuvens com a novidade de ter lá o pai. Como já se aguenta relativamente bem de pé, e não estava sozinha, punha-se de pé ao pé dele e dizia "pééééé!" para lhe chamar a atenção como ela tão bem sabe fazer.

Já vai mudar para a sala seguinta, dado que a sala dela já só tem crianças muito bebés e já não está a conseguir puxar o suficiente por ela, ela já precisa de mais estimulos (acho que nem a sala seguinte vai chegar pelo que ando a ver mas a ver vamos) e a mudança vai ser gradual - se já foi complicado que ela se habituasse às educadoras, agora mudar vai ser o drama.

 

E pronto, para além disso foi fazer o jantar para os pais cá de casa, o meu e o da M. que foram brindados com um fantástico chili de carne com arroz branco e delicia de chocolate (coisa pouca portanto ;)

 

E o vosso dia do pai, como foi? 

25
Fev14

24 horas que mais pareceram 15 dias

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Ontem a M., como é normal, acordou, bebeu o leite, o pai vestiu-a e levou-a à escola. Até aqui tudo normalíssimo. A avó foi buscá-la ao fim do dia e quando eu cheguei a casa da minha sogra para a ir buscar foi como se eu tivesse entrado numa cápsula do tempo e tivesse feito fast forward para 15 dias depois.

Passo a explicar:

Eu e o meu marido temos uma alcunha para a M. Há muito tempo que a apelidámos de Babinha. Nada de minhoquinha, nem fofinha, docinho, coisinha linda da mamã, nenuco... Nada disso. Só Babinha. E ela responde por Babinha.

Ontem quando lá cheguei ela estava confortavelmente sentada no chão da sala, tapada com um cobertor a ver bonecos e ignorou a minha presença. Quando finalmente percebeu que eu ali estava chamou-me como é normal "mamãaaaaa!" e a minha sogra diz-lhe "M. diz lá Babinha" e ela como se soubesse dizer aquilo desde sempre, olha para mim e diz "é a Babiiiii"  {#emotions_dlg.angel}{#emotions_dlg.serious}

Como devem imaginar eu fiquei com cara de "WHATTTT?!?!?!" e senti que o dia de ontem não tivesse tido 8 horas de trabalho mas sim uns 15 dias...

Agarrei nela e fomos a casa da minha mãe, como também é normal. Quando lá chegámos, ela começou a dizer olá a todos, ao belo estilo gralha que ela tem, e a dizer "é a Babiiii" ao que eu tive de explicar o que ela se referia. Ficaram todos incrédulos a olhar para mim como se eu fosse um alien (eu também ficaria, estanos a falar de um bebé de 1 ano e 3 meses feitos ontem).

Mas é claro que as coisas não ficam por aqui. Depois de jantar agarram nela e toca de andar um bocadinho. Há dois dias ela parecia fazer parte da brigada de "Minas e Armadilhas" pela forma ainda descordenada como punha as pernas para andar. Ontem, do nada, já tinha algum cuidado a "andar" apesar de ainda descordenada.

Com isto, quando me deitei, dei comigo a pensar, será que eu adormeci durante mais de 8 horas e não me apercebi? Será que ela evolui assim tanto num dia? É possível puxarem assim tanto por ela no colégio?

 

Seja como for, sou uma mãe super orgulhosa da minha Babiiii! Mais uns dias e já consegue andar (I hope!)

 

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