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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

21
Out15

Vou-me perder

entrefraldaselivros

Entrei naquela loja de "crianças" na superfície comercial do demo, aquela que vocês sabem, cujo nome começa por D e e acaba em Ney, e vi as decorações de natal. 

Tive de me arrancar de lá propositadamente senão levava a decoração toda e isso não pode ser. Cada coisa mais fixe que a outra. Era só ouvir-me suspirar pelos corredores "Oh tão giro!" "Oh tão fofo!" "Olha que giro que ficava lá em casa!" - escusado será dizer que o meu marido já só se ria e encolhia os ombros...

Por isso pergunto, a partir de quando é que já é normal começar a decorar a casa? 

 

13
Jan15

A idade tem destas coisas

entrefraldaselivros

Nem força tenho nos dedos para escrever.

Quando saio de casa e o termómetro do carro diz 1º ou 2º o meu cérebro congela e não consigo ter ideias para depositar aqui no blog, daí isto andar paradito. 

No entanto, escrevo hoje com um texto retirado do site http://mariacapaz.pt/ onde a Joana, professora de filosofia para o 1º ciclo, fala de como aborda as aulas contorna a filosofia às crianças.

Se eu fosse professora, e cheguei a pensar várias vezes em dar aulas ao secundário, acho que a minha postura seria semelhante à dela.

Diz ela que: 

“Está bem, professora. Mas tu não tens mesmo sapatos de salto alto?!”

Sou professora de filosofia, no 1º ciclo. Sim, leram bem: filosofia para crianças, em escolas públicas. Um dia destes posso contar-vos do maravilhoso que é estar com crianças a reflectir sobre coisas como “o que é uma pessoa?”, “se as bonecas podem ter os mesmo direitos que os humanos” e “por que é que existe o amor?” com mini pessoas humanas entre os 5 e os 10 anos.  E do perigoso que é, tornar as crianças conscientes do seu pensar e sentir desde muito cedo. Mas esse não é o tópico que me traz aqui hoje.

Venho falar-vos da forma como foi recebida na escola, pelos meus alunos. Quando entro no portão da escola costumo demorar em média uns 15 minutos até chegar à entrada do edifício: pelo caminho recebo abraços, beijinhos, sorrisos e também um ar de “oh não vamos ter filosofia hoje!”. E perguntas, costumo ser bombardeada com perguntas – pouco filosóficas, diria, mas que interessam à pequenada.

O Bruno, do alto dos seus 8 anos, encontrou-me um dia e perguntou: “professora, tu não usas sapatos de salto alto?” Ao que respondi, não, habitualmente não. Ele insistiu: “Está bem professora. Mas tu não tens mesmo sapatos de salto alto?” Soltei uma gargalhada. Comecei a rever mentalmente o conteúdo da minha sapateira e lembrei-me de uns sapatos de cunha. Olha, Bruno, até tenho. Mas normalmente, como vês, ando muito de ténis e de botas. É mais confortável para mim.

Ele sorriu e foi brincar. Uns dias depois, encontrou-me no corredor. “Olá Professora. Tu não tens malas?” Bruno, tenho sim. Às vezes até trago uma. “Sim, mas andas de mochila, como nós.”

Já não basta ser a professora de uma disciplina onde as respostas não são imediatamente corrigidas com certo e errado – são sim debatidas em grupo – ainda por cima uso ténis e vou de mochila para a escola.

Recordo-me das minhas professoras da escola primária (ainda sou desse tempo) e, agora que penso nisso, acho que nunca as vi de ténis ou de mochila. Talvez não fizesse sentido para elas: os tempos eram outros e a imagem da professora era outra. Sim, digo professora, pois constato empiricamente que a maioria dos profissionais do 1º ciclo são mulheres – e conto pelos dedos os professores que conheço.

Uma das minhas características, desde muito nova, é atender à forma como as pessoas se vestem. A minha mãe conta que, por exemplo, eu todos os dias referia aquilo que a professora tinha vestido e comentava também a roupa dos meus colegas. Confesso que até hoje nunca consegui perceber como é que a minha amiga da primária, a Raquel, conseguia usar meias amarelas quando a sua roupa era maioritariamente em tons de azul. “As calças tapam, quase não se vê”, dizia-me ela. Mas o facto é que eu via.

Os meus alunos já me aceitaram, na estranheza que comporto: sou professora de filosofia, visto quase sempre de preto, tenho várias tatuagens visíveis e costumo dizer-lhes que “a filosofia é fixe”.  Peço-lhes diariamente que me tratem por Joana, ao invés de “professora”. Perguntaram-me o motivo. Respondi com um exemplo: imaginem que eu agora vos tratava a todos por aluna ou aluno. “Mas nós temos nome”, gritaram em uníssono. Eu também, meus amores. Eu também.

Um dia destes conto-vos sobre uma pergunta importante que um dos alunos fez. “Professora, tu não tens filhos?” Antecipo a resposta: não, não tenho. E não sou maria incapaz para ter um." 

in: http://mariacapaz.pt/cronicas/professora-nao-tens-sapatos-de-salto-alto-por-joana-rita-sousa/

 

Eu era pessoa para ir dar aulas de ténis ou botas rasas. É assim que estou confortável. E calças de ganga com camisolas de cores mais escuras, tal como a Joana.

Tenho tatuagens e piercings, como ela, que nunca me impediram de nada, pelo contrário. Tenho uma postura que em nada se assemelha com a idade que já tenho (não sou nada velha mas já não tenho 20 anos).

Ainda este fim de semana falava sobre isso com os meus pais. No colégio da M. insistiam em chamar-me de Senhora e eu, às tantas, respondi, como é normal "a Senhora está no céu. Ainda sou nova para esse tipo de tratamento. Trate-me pelo nome". O meu pai olhou para mim e perguntou-me se eu sabia que idade ja tenho. Respondi que sim. Tenho 30 anos (e pensei para dentro "raios, JÁ tenho 30 anos!") mas não me sinto com essa idade. Aliás, não faço ideia de como alguém com 30 anos se deve sentir. Estou baralhada com as idades... 

 

 

09
Dez14

Fim de semana prolongado dá nisto...

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É mais ou menos assim. Com o nariz igualmente vermelho e sem gorro.

Com a mala cheia de lnços de papel e cheia de frio. Já me doi tudo de tanto assoar e tenho a mãos geladas.

Gosto do inverno e de usar casacos e botas giras mas não é preciso tanto. 

Sinto-me uma autêntica cebola com tantas camadas vestidas .

Agora preciso de outro fim-de-semana só de sofá e chá, ok?

22
Out14

Acerca do post de ontem

entrefraldaselivros

E após ponderação e jantar com pais e solteiros ontem, pus-me a pensar (confesso que li este post).

Ora bem, antes da Matilde nascer, eu e o meu marido eramos como qualquer casal na casa dos 20's. Saímos à noite para conviver, jantávamos fora, passeávamos e fomos a Londres.

Depois casámos e 4 meses depois nasceu a Matilde.

Obviamente que as coisas mudaram. No nosso caso e devido a um detalhe que já expliquei há muitos muitos posts atrás, mudaram muito. Haviam coisas que adorava ter feito com a minha filha enquanto estive em casa mas que não conseguia porque a logística não me permitiu mas, com o apoio que tive de toda a gente e que nunca conseguirei agradecer convenientemente, conseguimos ultrapassar.

Na crónica do P3 do publico, dá-se a entender que só os pais têm/fazem coisas como por exemplo:

 

As pessoas sem filhos anseiam por sexta-feira. As pessoas com filhos temem-na.

- Não consigo perceber porquê.. Não é uma noite como as outras? À sexta a minha filha não se transforma num animalzinho e vira a casa do avesso... 

 

As pessoas sem filhos têm cartões de cinema ilimitado. As pessoas com filhos têm cartão IKEA family.

- cartão Ikea (não meus amigos, tenho o meu há anos, era eu bem solteirinha e andava a decorar o meu quarto na casa dos meus pais, mais não seja pelo café gratuito e pelas ideias que vinham na newsletter) Mas de qualquer forma... Existem cartões de cinema ILIMITADOS??? Como assim?

 

Para relaxar as pessoas sem filhos vão para o ginásio. As pessoas com filhos vão para o trabalho.

- Para relaxar não vou, nunca fui, nem irei ao ginásio. Neste momento só se for ao gymboree e é por opção. Porque adoro ver a reação da minha filha. Para relaxar vou à praia e levo a minha filha comigo.

 

As pessoas sem filhos escolhem o restaurante em função do menu, do preço, do chef, da decoração ou da localização. As pessoas com filhos entram no primeiro restaurante que tenha cadeiras para crianças.

- escolher restaurantes em função dos menus : não.. ainda ontem a minha filha foi ao sushi. obviamente que não o comeu. só acompanhou quem foi com ela mas (e sim, eu torci o nariz mas ela tem que se habituar porque não é nenhum ratinho de laboratório) soube comportar-se como uma (quase) adulta.

 

Ao sábado à noite, as pessoas sem filhos vão jantar fora, ao cinema e a um bar. As pessoas com filhos vão à cozinha aquecer restos no microondas, vêem meio episódio de uma sitcom e adormecem no sofá.

- ao sábado à noite, há muito tempo, que prefiro jantar com amigos do que ir a um restaurante e depois a um bar. Não aqueço restos no microondas, não vejo sitcoms a meio e a minha filha, por norma adormece às 21h. Quando temos planos mais elaborados e que sabemos que ela não nos vai conseguir acompanhar, pedimos a toda uma panóplia de pessoas que incluem avós e tios para ficarem de babysitter.

 

As pessoas sem filhos comem cereais, torradas, sumo de laranja e café ao pequeno-almoço. As pessoas com filhos também, mas metade disso vai parar à roupa, à carpete e aos cortinados.

- As pessoas sem filhos comem toda essa panóplia de coisas ao pequeno almoço? Bom.. Eu contento-me com um café e meia sandes. E não tenho um diabo da tazmânia para me mandar a comida para o tecto, cortinados, sofá e afins. No pior dos cenários vai parar ao chão e ela própria diz que fez disparate e apanha, pondo no lixo.

 

As pessoas sem filhos sentam-se no sofá a ler um livro e a beber um chá. As pessoas com filhos sentam-se na sanita e fecham a porta da casa de banho à chave para terem 5 minutinhos de relax.

- Acredito que as pessoas sem filhos também se sentem na sanita durante bem mais do que 5 minutos... E as que têm filhos também, estranhamente, bebem chá. Haviam de ver a minha prateleira lá em casa. 

 

As pessoas sem filhos vão ao supermercado, fazem compras e regressam a casa. As pessoas com filhos vão ao supermercado, perseguem-nos até à charcutaria, arrancam-lhes coisas das mãos, tremem quando eles enfiam pelo corredor dos vinhos, negoceiam, chantageiam e regressam a casa percebendo que afinal se esqueceram “da porra das fraldas”.

- Por norma faço uma lista antes de ir ao supermercado exatamente para não me esquecer da" porra das fraldas" - o que seria muito díficil dado que é essêncial e está no topo da lista mas... De qualquer maneira, quando ela vai comigo às compras vai sentada no carrinho e ajuda a fazer as compras, caso contrário aproveito uma "babysitter" e lá vou eu num instante.

 

As pessoas sem filhos vão domir. As pessoas com filhos vão fazer óó.

-Não. Eu durmo na mesma...

 

As pessoas sem filhos acordam com o despertador. As pessoas com filhos gostariam de acordar com o despertador.

Também não. Continuo a acordar quase à mesma hora que acordava antes dela nascer e ainda uns minutos antes do despertador.

 

As pessoas sem filhos vão a esplanadas e ao cabeleireiro. As pessoas com filhos vão a parques infantis e ao pediatra.

- Bom, ela gosta de esplanadas e vai connosco. Opto sim, por esplanadas que estejam em espaços verdes, quem não o faria?

 

As pessoas sem filhos não sabem quem é a Xana Toc Toc. As pessoas com filhos preferiam não saber quem é a Xana Toc Toc.

- Quem???

 

As pessoas sem filhos comem sobremesas. As pessoas com filhos escondem-se na cozinha e comem dois quadrados de chocolate para cima do lava-louças. Quando apanhadas em flagrante, as pessoas com filhos dizem que é medicamento e emborcam meio copo de água para validar a farsa.

- Não. Normalmente não como sobremesa e ela está na fase de experimentar, não eu. Não preciso de omitir o que como.

 

As pessoas sem filhos viajam com uma mochila. As pessoas com filhos têm esgotamentos nervosos diante de malas.

- Mochila?! Já não tenho 12 anos!! A minha roupa não cabe em mochilas... 

 

As pessoas sem filhos praguejam como estivadores. As pessoas com filhos começam a usar termos como “diacho”, “bolas” e “caneco” quando esfacelam o dedão contra o pé do sofá.

- Diacho? Bolas? Não... "Cumcanheco" ainda me apanham a dizer porque é genial ouvi-la a repetir mas de resto continuo com o meu reportório. Obviamente que me contenho senão ela vai repetir.

 

As pessoas sem filhos vêem thrillers, dramas, biopics… As pessoas com filhos vêem o Pocoyo.

- Wrong! Ela vê o Pocoyo e o Panda e todas essas coisas. Aliás, estamos na introdução à Rua Sesamo... Eu não vejo... Já tive a minha dose há muitos anos e essas são as alturas em que aproveito para fazer outras coisas sem a ter agarrada à minha perna, qual macaquinha.

 

As pessoas sem filhos mudam de camisa se esta tiver uma nódoa. As pessoas com filhos só mudam a camisa se ela estiver vomitada.

- Nem sei se comente esta afirmação... A minha filha já não tem meses.. Tem quase 2 anos... Não vomita periodicamente, pelo que, se assim fosse, eu era uma pessoa feliz porque não teria roupa para lavar, não era?

 

Com isto quero dizer que: 

Inicialmente achei piada à crónica da senhora mas ontem ponderei sobre isso e, só num mundo paralelo é que ter filhos é igual a uma prisão como ela descreve.

Ter filhos é, todos os dias, ver uma criança com um brilho nos olhos quando a vamos buscar ao colégio. Ficar radiante quando nos mostra as coisas/músicas com coreografias que aprende.

 

Mas se calhar, quem tem filhos é que pensa como eu....

 

13
Out14

Já se sente

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Já se sente o frio! Finalmente! Temos (eu e a Babinha) casacos tão giros e nunca mais vinha o tempo de nos sentirmos cebolas, cheias de camadas. 

Ontem quando fomos às compras reparei que até já há castanhas mas isso só me sabe bem quando está MESMO frio, por isso aguentem lá os cavalinhos (ouvi dizer que temos frio e chuva a semana toda o que quer dizer que lá vou eu tirar as mantas para cima do sofá =))

E por aí? Já foram buscar pijamas de manga comprida e meias fofinhas?

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