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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

23
Nov16

4 anos? Já???

entrefraldaselivros

O tempo voa. Sempre ouvi isto mas nunca levei tão a sério como agora.

Faz hoje 4 anos que fui ao hospital Beatriz Angelo, com um barrigão do tamanho do universo, ligaram-me ao CTG, não haviam contrações, mediram-me a tensão arterial com 3 aparelhos distintos e apontaram a mais normal na ficha, eu estava super assustada e (sim, nestas alturas por mais velhas e fortes que sejamos) só queria a minha mãe que estava comigo, disseram-me que estava tudo normal (que não estava) e mandaram-me para casa, repousar e voltar daí a 2 semanas.

Obviamente que a minha mãe não aceitou aquilo. Estamos a falar da filha mais velha dela e da primeira neta. Ligou para o colega que me seguiu toda a gravidez, explicou a situação, disse que tínhamos acabado de saír do hospital mas que havia qualquer coisa que não estava bem. A minha mãe tem 4 filhos, todos eles nascidos de cesariana. Para além disso, é médica, tem uma bola de cristal, daquelas que as mães especiais têm. 

O meu médico disse para eu imediatamente ter com o (ironia) filho dele (que também é obstetra e ginecologista) que estava de banco em Santa Maria, que o ia avisar logo, para ele me ver. Eu conheço o filho dele desde miúda. Os nossos pais estudaram juntos e temos praticamente a mesma idade. 

Assim que meti o pé no hospital senti um calafrio pela espinha acima e tive a sensação que não ia sair dali sozinha.

Fui observada, novamente ligada ao CTG, onde não haviam contrações mas a Matilde já estava sem crescer (estavamos de 28 semanas e 5 dias), mantinha-se sentada e por isso já há muito tempo que eu sabia que ia ser cesariana. A única coisa que eu queria era saber que a Matilde ia ficar bem.

Foi-me logo dito para ligar ao meu marido e avisar que já não saía dali. Tremi. Tive medo. Mas enguli em seco e bora lá conhecer a miúda.

O meu marido foi logo ter comigo, eu lá vesti a bela da bata e fui para um quarto sozinha com o CTG a apitar qnd eu me mexia. Estive toda a noite naquilo. 

Acordei com o a voz do meu pai a falar com um colega e percebi que ia para o bloco daí a umas horas.

Não faço ideia de que horas eram. Só me entraram no quarto para me preparar para seguir para a sala. Anestesista, epidural (que foi a minha melhor amiga) e vamos a isso. Foi uma cesariana de risco porque fiz disparates demais na gravidez. Lembro-me de ouvir os médicos com medo de me abrir porque era possível que eu já não estivesse aqui. Mas a Matilde tinha de sair. E a minha mãe estava na sala de partos. Esperaram pela minha mãe para ver a neta nascer.

Ouvi a voz do meu obstetra lá ao fundo que me dizia para mexer os dedos se o estivesse a ouvir mas não fui capaz.

Adormeci e acordei quando a enfermeira me mostrou a minha filha. A minha Matilde. Era mínima. Nasceu com pouco mais de 40cm e 2.400kg +-. Carequinha, vermelhinha, sossegadinha.

Estive depois horas no recobro, sozinha, porque não tinha feito uma análise no último trimestre e tive de esperar. Nessas alturas passam-nos coisas pela cabeça "esqueceram-se de mim", "porque é que não vem aqui ninguém?", "onde está a minha filha?". A porta do hospital estava cheia de família, amigos meus, todos à espera de saber notícias nossas.

O meu marido diz que foram as horas mais longas que ele passou. Eu não tenho noção temporal. Mas dia 24 de Novembro de 2012, às 16h a Matilde nasceu. E fez de nós pessoas mais completas, mais fortes, ensinou-nos coisas que não pensei que uma criança fosse capaz de o fazer. Todos os dias aprendo com ela. Todos os dias, apesar de me apetecer às vezes virá-la ao contrário quando ela está com a birra, olho para ela e vejo que foi a melhor coisa que fizémos.

Faz amanhã 4 anos que me tornei numa pessoa com um coração fora do corpo. Que treme cada vez que ela cai. Que vai em socorro cada vez que ouve um "MÃAAAEEEE!"

Dou o melhor de mim, damos o melhor de nós, para que não lhe falte nada e, felizmente, como a internet é um mundo, um dia ela vai ler este post.

Apesar de rebelde, é a minha menina. E todos os dias lhe digo que a amo e agradeço toda a ajuda que temos.

 

01
Dez14

Ufa!

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Pronto! O aniversário já passou, com muita excitação.

 

A M. adorou. Acha que já é grande, como já tem "goi anos" e este ano já percebeu o conceito de cantar os parabéns queria sempre que se cantasse mais e mais e mais. Pela reacção dela quando entrou na sala e viu tudo decorado, acho que a tarefa foi superada com exito.

Agora é tentar que tenho outro drama. Tentar que a criança não me mande abaixo toda a santa bola da árvore de natal (já que ela achou tanta piada a elas e desatou a arrancar uma por uma). Ontem fiz a árvore (ela não m quis ajudar) mas tive que a tirar do lugar de destaque onde a tinha inicialmente posto dado que estava "muito à mão de semear".

Vamos lá ver até ao fim da semana que mais "dramas" temos.

Assim que conseguir ponho online fotos de alguns pormenores da festa dela. Praticamente tudo foi feito por mim. A avó da M. fez os salgados e a mousse e eu fiz tudo o resto, com excepção dos fantásticos bonecos dos Caricas que pedi ao meu afilhado para fazer em Jumping Clay, que ficaram brutais.

 Agora, preciso de férias para recuperar.... (parece que andei a programar isto durante meses a fiu. Ah, espera, até andei!)

13
Fev14

dia dos namorados?

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Vocês comemoram o dia dos namorados? Consideram, como eu, uma manobra de marketing? Pois.. Claro que sabe bem uma LEMBRANÇA amanha mas acho bem mais importante pequenos gestos. Houve tempos em que uma prenda sabia bem mas já crescemos e já não pensamos assim.

Agora (pelo menos digo eu), saberia bem chegar a casa e ter a M. de banho tomado, jantar feito, sala arrumada (sem brinquedos espalhados), e uma noite sossegada. Isto seria o dia ideal... Mas aposto que o meu marido acha a mesma coisa, no sentido oposto.

Por isso é que o nosso dia amanhã vai ser exactamente igual a todos os outros {#emotions_dlg.happy}

 

 

E vocês? O que vão fazer? Vão perder a cabeça e fazer AQUELA surpresa que andam a planear há meses à vossa cara metade? Com ou sem filhos?

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