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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

27
Jun19

Quando já não estás

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Quando andei no secundário, ao que parece ter sido uma vida inteira atrás, conheci uma pessoa que mudou a minha vida. 

Era mais velho que eu, e o grupo de amigos dele, que à primeira vista não se iriam identificar nada comigo, passaram a ser OS meus amigos durante muito tempo e em muitas aventuras. Mas foi ele que sempre esteve lá.

Sabia, mesmo sem falar comigo, quando alguma coisa se passava, boa ou má. Sabia quando eu precisava de um abraço ou de ir desanuviar, ou só conversar durante horas - fizémos isso tantas vezes. Ligava-me só porque sim, "protegia-me" de coisas que foram só nossas, eu sempre fui a miúda.

Fomos amigos desde os meus 15 anos até aos 27. 12 anos de amizade sem trocas. Sem pedir nem esperar nada. Aqueles amigos que estão sempre lá.

Faz hoje 8 anos que recebi a notícia que ele tinha morrido num acidente de mota, estava eu a tirar a carta de mota. Penso nele tantas vezes, ainda me questiono tantas coisas, gostava que ele visse como estou agora - tenho a certeza que ia ficar muito orgulhoso. Tínhamos o ritual de TODAS as manhãs, sem excepção, falarmos no chat do gmail. Sobre tudo. Há anos que o meu chat não mexe. Fazes-me tanta falta. Qual é o indicativo de onde estás? Estás a ver-me aí de cima? Eu sei que de vez em quando piscas o olho e dizes o teu "boa miuda" com aquele sorriso.

Se calhar por saber isso, ainda não consegui chorar nem apagar o teu número, por mais parvo que seja, 8 anos depois - no ano em que toda a minha vida mudou.

10
Set17

Família

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Uma parte da família, uma parte muito importante, nós conseguimos escolher. São os amigos. Aqueles que não nos julgam. Que nos apoiam e que apoiamos no matter what; a quem puxamos as orelhas quando é preciso e quem nos puxa quando merecemos. Às vezes até nos fazem mais falta do que quem é do nosso sangue. Se têm amigos assim, guardem-nos com unhas e dentes. Eles não vêm assim tantas vezes e quando vêm o melhor é preservar.

02
Mai17

Mudanças

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Cada vez mais vejo que, a idade traz maturidade e sabedoia mas, infelizmente, não é a toda a gente. Os abençoados que conseguem essa grande aquisição e que têm o prazer de a partilhar com quem está mais próximo são de facto os mais afortunados.

Considerei-me, durante vários anos, uma afortunada, por ter amigos/as que teria a certeza fazerem o mesmo que eu fazia por eles. TUDO. O tempo mostrou-me que não. Felizmente, para mim, a tempo vi que não é de todo assim. As vidas tomam os seus rumos e as pessoas percebem que não têm nada em comum e damos por nós a pensar como é que víamos uma amizade assim tão inabalável.

Por isso, e vejo por mim e pelas voltas que tenho tido e pelas grandes surpresas que me têm acontecido, não tomem nada como garantido. A uníca garantia é a nossa família e pouco mais. Felizmente esses estão "obrigados" a aturar-nos. Olhem para trás e vejam quem é que esteve sempre lá, quem é que não virou costas, quem abriu os olhos.

Não vale só pelas palmadinhas nas costas nem pelas palavrinhas de incentivo.

15
Fev17

Amizades improváveis mas fortes

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Todos sabemos que, volta e meia, há pessoas que se cruzam no nosso caminho, com quem criamos empatia e laços de amizade fortes, nos sítios mais improváveis e mais esquisitos.

Há pessoas que parecem o nosso reflexo, chapado. É o caso da C. Conheci-a num dos sítios menos prováveis, numa das minhas variadíssimas visitas à minha loja preferida. A C era e é a minha cara chapada. Tanto em feitio, como em humor, como em tudo. Consegue ser tão irónica como eu e ao mesmo tempo séria. 

Revejo-me nela. Adoro-a. Contei-lhe coisas que poucos sabiam, vi nela uma amiga e o inverso também aconteceu. Quando ela deixou de lá trabalhar, fui das primeiras a saber mas soube logo que a amizade não ia ficar por ali. E tive razão. Quer estejamos com mais ou menos trabalho, mais ou menos tristes, mais ou menos chateadas com a vida, estamos lá. Num ou noutro grupo do whatsapp, numa conversa sozinhas, a jantar, temos sempre temas.

Agora, toca mas é de por em prática mais convívios! 

06
Jul15

Anjinhos da Guarda

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Há alguns de nós que têm anjinhos da guarda e que não tiram férias...

Foi o caso neste fim de semana do anjinho da guarda de uma pessoa de quem gosto. Se o anjinho dela tivesse ido dormir ou estivesse distraído, não sei não.

Há coisas que fazemos que só mais tarde nos apercebemos da tamanha estupidez. Foi o caso. Felizmente, não houve um mal maior (porque o anjinho estava atento).

Mas, fica o meu conselho, os anjinhos também descansam.... 

29
Jun15

4 anos

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Tenho a certeza que se hoje estivesses aqui estarias orgulhoso de ver as mudanças que fiz. De certeza que me farias aquelas esfregas na cabeça, como era normal. Que me chamarias de miúda e me convidavas para ir beber "umas" como era normal ao que eu te diria "não posso porque agora tenho responsabilidades".

Tenho a certeza que, desde que falámos da última vez e tantas coisas mudaram, ias ficar com um sorriso nos lábios por veres que não vacilei, não voltei atrás.

Mudei. Tomei outra postura perante a vida, desde tudo e isso faz-me lembrar de ti tantas vezes.

Sei que estás algures a olhar por mim e que, quando preciso, mandas uns pózinhos "daí de cima", para eu "abrir a pestana".

Foste uma grande companhia e lembro-me de ti tantas e tantas vezes. Sei que irias adorar conhecer a M., apesar de crianças não serem muito a "tua cena" mas verias como ela é esperta.

Onde quer que estejas, pelo menos no meu coração estás sempre.

 

 

 

 

 

09
Jun15

VIVA!

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E vivam os feriados!

E vivam as épocas festivas, e os convívios com familiares e amigos, as esplanadas, os cafés, as gargalhadas, os abraços, os sorrisos e os risos, os convites em cima do joelho e os planos que não são planos.

Sou a favor do inesperado, do telefonema fora de horas e dos convívios que juntam amigos e que não é preciso estar a conciliar agendas muito tempo para se chegar a um acordo.

As escapadinhas, os grupos no whatsapp, os emoji que não dizem nada de jeito.

Não parecemos a idade que temos e muitas vezes não sentimos a idade que temos. Eé isso que nos destaca.

 

22
Abr15

Dos anúncios mais tocantes

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Vocês já viram este anúncio da (melhor) cerveja Super Bock?

Confesso que só ontem é que ouvi/vi e tive a reacção do "epá, esta merda é mesmo verdade..." Temos sempre uma desculpa para adiar encontros, seja o dinheiro, o tempo, cansaço, ou estamos de mau humor, chateados, ou porque não dá jeito, amanhã é melhor - há sempre qualquer coisa.

 A super bock pegou nisso e pôs para o português ver e ouvir no conforto do seu sofá e perceber o que anda a perder.

Não precisamos de ter um número infinito de amigos - bastam poucos mas bons. Daqueles que quando falamos parece que não passou tempo nenhum desde a última vez, daqueles que um sms (aquele meio que tão rápido nos separa como também serve, igualmente, para nos juntar) meio tolo e completamente ao acaso sabe mesmo bem receber.

Confesso que tenho poucos amigos. Ultimamente menos ainda e sofro muito com o síndrome de falta de tempo e cansaço mas dificilmente nego um convívio.

Não deixem de ver o anúncio e de perceber o que está mal.

31
Mar15

É a vida

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Quando notamos que as circunstâncias mudam tudo à nossa volta, que o que tínhamos já nem faz sentido (e se calhar ainda bem), que "perdemos" tempo com tantas coisas que hoje são insignificantes. Ficamos com toda uma nova perspectiva quando construímos uma família e a ela juntamos membros e responsabilidade que não tínhamos.

Já não é só: "onde vou jantar hoje?" "o que vou vestir amanhã?" "o que é que vou fazer no fim de semana?"

Hoje em dia é mais: "não me posso esquecer de ir comprar fraldas e o creme para o rabinho da M. que está a ficar assado", "será que o dinheiro estica até ao fim do mês?", "falta pagar o colégio". "será que a M. comeu o suficiente e não vai ter fome nem sono se formos a sítio X?" "Vou consegui sair do trabalho a horas d elhe dar banho e fazer um jntar como deve ser?"

Dou comigo a pensar algumas vezes como era a minha vida há uns anos, solteira e sem grandes responsabilidades mas tão mais pobre sem a minha família.

A M. é a minha alegria. Ver a evolução dela e o que ela já me ensinou ao longo de só 2 anos é lindo.

Depois vejo o reverso da medalha. Sempre tive um grupo de amigos. Agora tenho um grupo reduzido de amigos e todos eles são pais ou grande parte, pelo menos.

Já me cansei de ter discussões sem nexo por acharem que eu "fechei a M. numa bola" quando ela era mais nova e não a levava para conviver com "a malta". Claro. Chegou-me de ambientes onde havia barulho que eu não consegui controlar, de crianças a chorar e luzes que não apagavam durante dias a fio para a submeter a almoços de adultos que querem estar descontraídos enquanto ela podia estar no conforto do lar com os tios e avós a brincar, sossegada.

As pessoas crescem e tomam consciência que são respnsáveis por uma criança que não pediu para cá estar mas que está completamente dependente de nós mas cabe-nos a nós protegê-la e ensiná-la tudo o que nos for posivel. E vos garanto uma coisa, se depender de mim, vou defender a minha filha e protegê-la mas não vou fazer dela um flor de estufa. 

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