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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

29
Mai14

Ajudar a Carolina a acreditar outra vez

entrefraldaselivros

Deparei-me com a história da Carolina do facebook.

Não fazia ideia de quem era. Li apenas que era uma rapariga adolescente a quem estavam  tentar mobilizar para ajudar os pais que querem (ao contrário de muitos) trabalhar e não viver só do Rendimento Social de Inserção. Apela-se para a ajuda de todos nos Santos populares em Lisboa.

No entanto fui investigar e deparei-me com este cenário grotesto. Podem ler tudo AQUI.

O que aconteceu com esta rapariga e o facto de NINNGUÉM ter feito nada durante tanto tempo é assustador. Para mim, que sou mãe de uma menina ainda me mete mais pavor porque penso que só pode estar tudo doido por abafar casos assim na sociedade em que estamos.

Como é que é possível?

E estes miudos, com 14/16 anos, que lhe fizeram isto? Que futuro é que lhes espera??

 

Se puderem ajudar, por favor, façam-no.

Ajudem esta família a sair deste sufoco.

 

 

22
Mai14

apoiamos boas causas

entrefraldaselivros

Conheci o Joel há muitos anos, era eu uma miuda.

Já não o vejo há uns tempos largos mas quando vi este evento contribui e tenho divlgado pelo facebook e pelo twitter.

Achei que devia fazê-lo também por aqui.

 

https://www.facebook.com/events/1488370098059614/permalink/1488371638059460/

 

Não custa nada ajudar e vão estar a contribuir para uma coisa que todos nós tomamos como garantida - e ele não tem.

5, 10 ou 20€. Grão a grão enche a galinha o papo, não é? Aposto que ele agradece.

 

As redes sociais têm de servir para mais do que só por fotografias de comidas e pés.

 

Obrigada

14
Mai14

Barbaridades dos famosos

entrefraldaselivros

Então mas esta barbaridade do Kapinha (que raio de nome) e da Mafalda (não sei das quantas) ainda estarem com esta estupidez de oferecer dinheiro a quem adivinhar o nome do filho?

Então mas não se diz que "quem está no convento é que sabe o que está lá dentro?" Mesmo que se adivinhe eles podem sempre dizer que não está correcto, ou estou errada?

E, porque é que alguém no seu perfeito juízo vai perder tempo a tentar descobrir como é que se chama o rebento destes dois?

Pior, as pistas que eles dão são: 

 

1- sem acentos - ✔️
2- que não comece por uma letra nem do inicio do meio do alfabeto - ✔️ 
3- sem familiares com o mesmo nome - ✔️
4- que os pais não associem a alguém que já conhecem - ✔️ 
5- com significado - ✔️
6- pouco comum (no conhecimento dos pais) - ✔️
7- que soe bem em qualquer idioma - ✔️
8- gostava que começasse por K - 
9- de fácil pronúncia - ✔️
10- seja curto: entre 2 a 3 sílabas - ✔️
11- que tenha um diminutivo giro -(talvez) 😀
12- que não comece por H - ✔️
13- que dê uma bonita assinatura - ✔️

 

Ora... 

eu aposto em 

Kókó, Káka, kamerda e por aí fora...

Pior ainda é arranjar um patrocínio daqui (não percebo a relação mas se calhar até tem sentido para quando a pobre criança for mais velha, se calhar já tem um desconto garantido) de 50 euros.

Para o trabalho que dá fazer conjugações silábicas com sentido para possíveis nomes por 50 euros? Acho que prefiro gastar o meu tempo útil noutra coisa qualquer mais interessante.. Mas qualquer coisa mesmo...

 

Oh pais com pouca cabecinha (e demasiada visibilidade)...

21
Abr14

benfica

entrefraldaselivros

Já não se aguenta ler sobre o Benfica.

Ok, ganhou o campeonato pela 33ª vez.

Fixe. Mas... E o que eu ganho com isso? Eles ganham mais um milhares, uma taça e tal... Mas... e o português que se esfalfa a trabalhar o mês inteiro, desconta uma batelada para o IRS, segurança social, ADSE, ADM, raio-que-o-parta, mais-uma-treta-qualquer, ganha o quê? Sim, já sei que vão dizer que ganha a felicidade de ir festejar para o Marquês de Pombal (sim, rico sítio, uma rotunda no centro da cidade, parar o trânsito na capital do país, bela maneira de ajudar a economia... só se for a vender cerveja) porque de resto meus caros.... Não vejo mais nada! 

Eu não sou anti futebol, até acho piada ver um derby sporting vs benfica mas só isso. Não vou gritar para a rua, não vou pintar a cara com cores e muito menos causar disturbios. Isso é levar o fanatismo a extremos.

Porque não juntar toda essa vontade e fazer coisas de interesse? Já nem me vou referir só à política, porque o fiz no meu facebook particular e está a dar pano para mangas. 

Porque não agarrar em toda essa vontade e mostrar que somos um país com garra e vontade e não só uns zé-povinhos à beira rio?

Não me sinto com azia (alias, devia sentir???) porque ganhou a equipa A, B ou C. Já disse e volto a dizer, sou sportinguista por simpatia, desde sempre. Não vejo 99.9% dos jogos por isso não falo sobre isso.

No entanto, e como bem apontou uma amigo meu, uma coisa também é verdade, somos um povo que também é pro em apontar o dedo e criticar mas depois quando chega a altura de fazer, cruza os braços e senta-se porque está muito cansado, porque está calor, porque está frio, porque há saldos, porque joga o benfica ou o porto ou o sporting ou o rio ave (ou uma outra equipa qualquer). E é assim.

 

De qualquer forma, e eu não vi o jogo, parabéns ao Benfica.

05
Fev14

Adulthood in all it's glory

entrefraldaselivros

Bom, antes de escrever este post ainda refleti um bocado porque já sei que vai ferir algumas susceptibilidades e algumas pessoas vão-se achar alvos e vão achar que estou a mandar setas quando, na realidade não é nada disso mas, dado que o blog é meu e a internet é livre, posso escrever o que quiser aqui, porque aqui mando eu.

 

Crescer e ficar adulto tem muito que se lhe diga, como a maioria sabe. Acarta responsabilidades, normalmente também traz falta de tempo e dinheiro mas traz ainda mais felicidade quando partilhada com alguém.

A minha é partilhada com o meu marido e com a minha M. e ainda com a minha família directa.

No entanto, quando crescemos também passamos a ver as coisas de outra perspectiva, com outros olhos, com um olhar mais maduro e sabemos distinguir o que é importante e o que é acessório. É o caso. 

O problema prende-se quando quem nos rodeia não sabe acompanhar esse crescimento ou prefere não ver esse mesmo crescimento de maturidade e as nossas escolhas.

Não sou uma pessoa, por norma, muito tolerante mas considero que a maternidade me tenha trazido, em parte, a calma que me faltou durante a adolescência. Sou algo brincalhona mas muito gozona, dentro dos limites do razoável. 

No entanto (penso eu) sou a pessoa mais "amiga" que se pode encontrar por aí. Sou capaz de correr seca e meca para ajudar algum amigo e não consigo conceber que um amigo meu não perceba isto.

Isto para dizer que, ultimamente, tenho-me deparado com algumas irracionalidades na sociedade em que nos movemos actualmente. 

Ninguém está satisfeito com o que tem e pensa que tem sempre direito a mais, que todos lhe devem e ninguém paga, que o mundo está todo virado do avesso e que estão sempre cheias de razão. Hoje em dia as pessoas acham que são detentoras da verdade absoluta, que só têm direitos e nada de deveres. Eu acho que anda tudo frustrado e que não vêm que toda a gente à sua volta tem problemas, nem tudo é um mar de rosas e nem toda a gente ainda tem 5 anos e ainda na escola onde a maior preocupação é não fazer xixi nas cuecas durante o tempo que está na escola e pedir para ir ao WC. 

Há pessoas com questões reais, importantes, e com isto não digo que sejam as maiores do mundo, claro, mas não deixam de ser importantes (para nós os nossos problemas são sempre os mais importantes, não é?)

Acho que toda a gente devia, ao fim do dia, tirar uma meia hora (sei que é difícil, pelo menos para mim é) para reflectir e desanuviar as ideias (quiçá até ir beber uma imperial e comer uns tremoços) para evitar desastres maiores. Se todas as pessoas andarem na rua com a cabeça quente as urgências dos hospitais vão começar a encher e vão ser só hematomas e pernas partidas e não queremos nada disso até porque uma ida às urgências está pela hora da morte.

Parece-me uma excelente política...

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