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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

28
Out14

Figaro's Barbershop - R. do Alecrim, Lisboa - a barbearia estritamente para o sexo masculino....

entrefraldaselivros

... E que ao que parece leva a sua política demasiado a sério. Mas tão a sério ao ponto de ofender e perturbar pessoas que por lá tentam ser atendidas.

Uma coisa é tentar erguer um conceito, uma marca, outra completamente diferente é ser fanático por um idealismo e tentar, à volta disso, criar um conceito que é retardado e fora de prazo.

Vejamos: 

http://www.figaroslisboa.com/ - Temos já aqui um conceito em que os animais são permitidos mas o género feminino não. É só de mim ou isto não tem qualquer sentido? Desde quando é que em pleno século 21 isto existe? Mais uma vez, uma coisa é ter um conceito mas levá-lo a este extremo, não. E estamos a falar de uma coisa que não é de todo barata. Um corte de cabelo masculino, aqui, são 25 euros. No barbeiro da minha rua não chega a 10 e o homem tem direito a saber as notícias dos últimos meses e a uma massagem no couro cabeludo.

Mas, claro, isto piora.

Dei de caras com a seguinte peripécia relatada no facebook (não conheço, claro, nenhum dos intervenientes mas achei de péssimo gosto e por isso decidi mostrar publicamente a minha indignação.) Por lei é proíbido negar um livro de reclamações. Se algum dia, alguém, tem a infeliz ideia de gozar com alguém que esteja comigo, seja porque motivo for, e eu estiver num dia menos bom... Bom, vamos rezar para que isso não aconteça.

Então o que se passou foi o seguinte:

"A Figaro's Barbershop é uma barbearia na Rua do Alecrim em Lisboa e eu gostava de vos dizer mais sobre o negócio mas no site deles, na parte do Sobre Nós, não tem nada escrito, apenas três fotos muito intensas e saturadas de homens a atender homens.

 

Intensidade. Saturação.

 

Se o moço do secador está com particular ar de quem não tem a certeza do que está a fazer, é porque não tem: o staff da Figaro's Barbershop é numeroso, mas apenas dois dos funcionários são barbeiros.

 

Sabemos porque vistámos a Figaro's Barbershop no passado Sábado. Um corte de cabelo de 25 EUR não está bem dentro do nosso orçamento, mas o pessoal poupou para me oferecer o meu penteado de sonho:

 

'É aquele corte de rapaz rico e bem-sucedido sachavor'

 

Para evitar ter que dizer 'sim, a sério' várias vezes à minha cabeleireira, o que infelizmente na minha experiência é frequente necessidade quando se trata de querer um corte de cabelo rotulado de 'masculino', resolvemos ir a uma barbearia a sério.

 

E se a Figaro's se apresenta como alguma coisa, é como uma barbearia a sério. Da página de Facebook da barbearia: 

 

'Lembra-te filho, homens a sério vão a barbeiros a sério'

 

O problema, para além de toda a imagem de marca da Figaro's Barbershop ser transmitida exclusivamente em Inglês, é que a imagem de marca da Figaro's Barbershop gira toda à volta do sinal que têm na montra, num bom tamanho, assim como no site:

 

 

Ora debaixo do homem diz 'Eu posso entrar', debaixo do cão diz 'Eu também' e debaixo da mulher diz 'Eu não posso'

 

Foi com esta imagem que conseguiram alguma atenção mediática: há duas semanas falou-se muito neles e de todo o lado sairam homens a defender o direito a afixar publicamente um manifesto empresarial que concede aos cães mais humanidade do que às mulheres. Ouviu-se muito, leu-se muito 'Ah, deve ser só uma brincadeira'.

 

Depois da nossa visita à Figaro's Barbershop ficou claro que para o staff não é brincadeira nenhuma: levam a cultura que criaram para o estabelecimento muito a sério, e é uma cultura de ódio às mulheres, homofobia, transfobia e masculinidade tóxica. Tem muito pouco a ver com oferecer cortes de cabelo de qualidade a bom preço.

 

'Plano de negócios? Nah man eu queria era um sítio pra tirar fotos BRUTAIS'

 

Mal entramos, ainda na rua com a mão na porta, dois funcionários cuja função aparenta ser ficar à frente da porta (que de tão pequena não é muito acessível à partida) repetem várias vezes em Inglês 'desculpe, desculpe, não pode entrar'.

 

Entramos (duas mulheres, dois homens, e esta pessoa não-binária que vos escreve) e somos imediatamente recebidos por outro funcionário que pergunta o que é que queremos. 

 

Digo que quero um corte de cabelo, e nem posso chegar à parte do Ronaldo já o funcionário responde:

 

'Não atendemos mulheres'

 

 

 

Uma das coisas que mais ouvimos no pouco tempo que estivemos na Figaro's Barbershop. 'Não atendemos mulheres', 'Não cortamos cabelos de mulher', 'É que as mulheres e os homens são diferentes', 'Os produtos que usamos são para homem'

 

 

 

Estamos nós a tentar compreender as diferenças biológicas fundamentais entre capilares 'de homem' e capilares 'de mulher' quando me dou conta que todos os funcionários excepto um (que està a atender um cliente cujo cão descansa confortavelmente perto da entrada) nos rodearam.

 

Um funcionário fecha rapidamente a porta e tenta várias vezes trancá-la (o trinco não funciona muito bem).

 

A partir daqui sinto sintomas de ansiedade, que é algo com que lido diariamente e que tende a agravar-se quando eu e pessoas de quem gosto somos raptadxs por barbeiros.

 

Pânico.

 

Recusam categoricamente prestar-me serviços em troca de moeda.

 

Pedimos o livro de reclamações.

 

Recusam de igual modo disponibilizar o livro de reclamações. 

 

Eventualmente decidem que os homens podem assinar o livro de reclamações.

 

Um dos funcionários agarra o meu amigo pelo braço e diz 'queres assinar o livro de reclamações? anda lá pra trás', 'pra trás' sendo presumivelmente onde está o livro de reclamações, sendo impossível que este nos seja trazido.

 

Quando os meus amigos recusam ir 'lá pra trás' para assinar o livro de reclamações, somos convidadxs a sair, e assim fazemos. 

 

Enquanto estivemos dentro da Figaro's Barbershop os funcionários repetiram várias vezes que iam ligar, e depois que tinham ligado, à polícia. Quando saímos ouvimos 'as senhoras vão embora agora né, que chamámos a polícia'. Quando a polícia de facto chega, chamada por nós, fica evidente que os funcionários não chamaram polícia coisa nenhuma.

 

Esperamos uma hora e tal pelos agentes em frente à barbearia e depois, com o cansaço, no vão da porta ao lado.

 

 

Os funcionários entram e saem da loja para nos assediar a gosto.

 

A um amigo é dito 'Tu é que precisas dum corte de cabelo, pareces um panel**ro'.

 

Um funcionário goza com os meus tremores e argumenta que é por ser 'doente mental' que vou ali 'armar confusão'.

 

Quando decido apontar o que dizem, já sei como é a minha memória, o mesmo funcionário continua 'Ai a menina tá a apontar o quê?'. Lembro-lhe que já o informei algumas vezes que não sou uma menina e que para além disso não interessa e ele diverte-se muito a dizer 'Ah és um menino é? Não me digas que és um menino!'

 

Tiram foto à minha mãe (sentada no vão da porta ao lado à espera da polícia) com um smartphone. Quando falamos disto à polícia apresentam um telemóvel completamente diferente, daqueles pequenos e baratos, e dizem que não têm telemóvel que tira fotos.

 

Tudo coisas bonitas.

 

Falamos com os agentes, os agentes falam com os funcionários, no interior, e eventualmente um agente chama-me ao interior do estabelecimento para assinar o livro de reclamações. Passam duas horas desde que pedimos o livro de reclamações.

 

Um funcionário coloca o livro nas minhas mãos em completo silêncio, sem nenhuma indicação. Preencho tudo e quando entrego o livro ficam simplesmente com ele, sem me dar a cópia da reclamação.

 

Informo que a segunda via é para me ser entregue.

 

O funcionário tira do livro a folha que me deve ser entregue e entrega-a ao colega em falsa distração.

 

Quando pesco a reclamação das maõs do colega, gozam comigo e chamam-me 'mal-educada'.

 

Pois.

 

E foi isto. Quem diria que um estabelecimento comercial que em 2014 permite entrada a cães e proibe entrada a mulheres é gerido por homens sexistas misóginos homofóbicos e transfóbicos, incompetentes e emocionais, pequenos e rancorosos. Qual é a ideia de recusar clientela num Sábado pouco movimentado?

 

É misoginia. 

 

É a cultura do 'homem a sério' que permeia toda a sociedade, aqui condensada num único estabelecimento lisboeta que resolveu fazer do ódio às mulheres e da masculinidade tóxica a sua imagem de marca, a sua missão enquanto empresa.

 

Cortes de cabelo não têm género. Cabelo não tem género. É cabelo. 

 

Diferentes modos de apresentação não são coisa nem de um género nem dos outros.

 

Recusar agressivamente clientela com base no género percepcionado não é vintage.

 

É anticonstitucional." 

 

Bom, perante isto... tirem vocês as vocês conclusões

 

29
Mai14

Ajudar a Carolina a acreditar outra vez

entrefraldaselivros

Deparei-me com a história da Carolina do facebook.

Não fazia ideia de quem era. Li apenas que era uma rapariga adolescente a quem estavam  tentar mobilizar para ajudar os pais que querem (ao contrário de muitos) trabalhar e não viver só do Rendimento Social de Inserção. Apela-se para a ajuda de todos nos Santos populares em Lisboa.

No entanto fui investigar e deparei-me com este cenário grotesto. Podem ler tudo AQUI.

O que aconteceu com esta rapariga e o facto de NINNGUÉM ter feito nada durante tanto tempo é assustador. Para mim, que sou mãe de uma menina ainda me mete mais pavor porque penso que só pode estar tudo doido por abafar casos assim na sociedade em que estamos.

Como é que é possível?

E estes miudos, com 14/16 anos, que lhe fizeram isto? Que futuro é que lhes espera??

 

Se puderem ajudar, por favor, façam-no.

Ajudem esta família a sair deste sufoco.

 

 

22
Mai14

apoiamos boas causas

entrefraldaselivros

Conheci o Joel há muitos anos, era eu uma miuda.

Já não o vejo há uns tempos largos mas quando vi este evento contribui e tenho divlgado pelo facebook e pelo twitter.

Achei que devia fazê-lo também por aqui.

 

https://www.facebook.com/events/1488370098059614/permalink/1488371638059460/

 

Não custa nada ajudar e vão estar a contribuir para uma coisa que todos nós tomamos como garantida - e ele não tem.

5, 10 ou 20€. Grão a grão enche a galinha o papo, não é? Aposto que ele agradece.

 

As redes sociais têm de servir para mais do que só por fotografias de comidas e pés.

 

Obrigada

14
Mai14

Barbaridades dos famosos

entrefraldaselivros

Então mas esta barbaridade do Kapinha (que raio de nome) e da Mafalda (não sei das quantas) ainda estarem com esta estupidez de oferecer dinheiro a quem adivinhar o nome do filho?

Então mas não se diz que "quem está no convento é que sabe o que está lá dentro?" Mesmo que se adivinhe eles podem sempre dizer que não está correcto, ou estou errada?

E, porque é que alguém no seu perfeito juízo vai perder tempo a tentar descobrir como é que se chama o rebento destes dois?

Pior, as pistas que eles dão são: 

 

1- sem acentos - ✔️
2- que não comece por uma letra nem do inicio do meio do alfabeto - ✔️ 
3- sem familiares com o mesmo nome - ✔️
4- que os pais não associem a alguém que já conhecem - ✔️ 
5- com significado - ✔️
6- pouco comum (no conhecimento dos pais) - ✔️
7- que soe bem em qualquer idioma - ✔️
8- gostava que começasse por K - 
9- de fácil pronúncia - ✔️
10- seja curto: entre 2 a 3 sílabas - ✔️
11- que tenha um diminutivo giro -(talvez) 😀
12- que não comece por H - ✔️
13- que dê uma bonita assinatura - ✔️

 

Ora... 

eu aposto em 

Kókó, Káka, kamerda e por aí fora...

Pior ainda é arranjar um patrocínio daqui (não percebo a relação mas se calhar até tem sentido para quando a pobre criança for mais velha, se calhar já tem um desconto garantido) de 50 euros.

Para o trabalho que dá fazer conjugações silábicas com sentido para possíveis nomes por 50 euros? Acho que prefiro gastar o meu tempo útil noutra coisa qualquer mais interessante.. Mas qualquer coisa mesmo...

 

Oh pais com pouca cabecinha (e demasiada visibilidade)...

21
Abr14

benfica

entrefraldaselivros

Já não se aguenta ler sobre o Benfica.

Ok, ganhou o campeonato pela 33ª vez.

Fixe. Mas... E o que eu ganho com isso? Eles ganham mais um milhares, uma taça e tal... Mas... e o português que se esfalfa a trabalhar o mês inteiro, desconta uma batelada para o IRS, segurança social, ADSE, ADM, raio-que-o-parta, mais-uma-treta-qualquer, ganha o quê? Sim, já sei que vão dizer que ganha a felicidade de ir festejar para o Marquês de Pombal (sim, rico sítio, uma rotunda no centro da cidade, parar o trânsito na capital do país, bela maneira de ajudar a economia... só se for a vender cerveja) porque de resto meus caros.... Não vejo mais nada! 

Eu não sou anti futebol, até acho piada ver um derby sporting vs benfica mas só isso. Não vou gritar para a rua, não vou pintar a cara com cores e muito menos causar disturbios. Isso é levar o fanatismo a extremos.

Porque não juntar toda essa vontade e fazer coisas de interesse? Já nem me vou referir só à política, porque o fiz no meu facebook particular e está a dar pano para mangas. 

Porque não agarrar em toda essa vontade e mostrar que somos um país com garra e vontade e não só uns zé-povinhos à beira rio?

Não me sinto com azia (alias, devia sentir???) porque ganhou a equipa A, B ou C. Já disse e volto a dizer, sou sportinguista por simpatia, desde sempre. Não vejo 99.9% dos jogos por isso não falo sobre isso.

No entanto, e como bem apontou uma amigo meu, uma coisa também é verdade, somos um povo que também é pro em apontar o dedo e criticar mas depois quando chega a altura de fazer, cruza os braços e senta-se porque está muito cansado, porque está calor, porque está frio, porque há saldos, porque joga o benfica ou o porto ou o sporting ou o rio ave (ou uma outra equipa qualquer). E é assim.

 

De qualquer forma, e eu não vi o jogo, parabéns ao Benfica.

05
Fev14

Adulthood in all it's glory

entrefraldaselivros

Bom, antes de escrever este post ainda refleti um bocado porque já sei que vai ferir algumas susceptibilidades e algumas pessoas vão-se achar alvos e vão achar que estou a mandar setas quando, na realidade não é nada disso mas, dado que o blog é meu e a internet é livre, posso escrever o que quiser aqui, porque aqui mando eu.

 

Crescer e ficar adulto tem muito que se lhe diga, como a maioria sabe. Acarta responsabilidades, normalmente também traz falta de tempo e dinheiro mas traz ainda mais felicidade quando partilhada com alguém.

A minha é partilhada com o meu marido e com a minha M. e ainda com a minha família directa.

No entanto, quando crescemos também passamos a ver as coisas de outra perspectiva, com outros olhos, com um olhar mais maduro e sabemos distinguir o que é importante e o que é acessório. É o caso. 

O problema prende-se quando quem nos rodeia não sabe acompanhar esse crescimento ou prefere não ver esse mesmo crescimento de maturidade e as nossas escolhas.

Não sou uma pessoa, por norma, muito tolerante mas considero que a maternidade me tenha trazido, em parte, a calma que me faltou durante a adolescência. Sou algo brincalhona mas muito gozona, dentro dos limites do razoável. 

No entanto (penso eu) sou a pessoa mais "amiga" que se pode encontrar por aí. Sou capaz de correr seca e meca para ajudar algum amigo e não consigo conceber que um amigo meu não perceba isto.

Isto para dizer que, ultimamente, tenho-me deparado com algumas irracionalidades na sociedade em que nos movemos actualmente. 

Ninguém está satisfeito com o que tem e pensa que tem sempre direito a mais, que todos lhe devem e ninguém paga, que o mundo está todo virado do avesso e que estão sempre cheias de razão. Hoje em dia as pessoas acham que são detentoras da verdade absoluta, que só têm direitos e nada de deveres. Eu acho que anda tudo frustrado e que não vêm que toda a gente à sua volta tem problemas, nem tudo é um mar de rosas e nem toda a gente ainda tem 5 anos e ainda na escola onde a maior preocupação é não fazer xixi nas cuecas durante o tempo que está na escola e pedir para ir ao WC. 

Há pessoas com questões reais, importantes, e com isto não digo que sejam as maiores do mundo, claro, mas não deixam de ser importantes (para nós os nossos problemas são sempre os mais importantes, não é?)

Acho que toda a gente devia, ao fim do dia, tirar uma meia hora (sei que é difícil, pelo menos para mim é) para reflectir e desanuviar as ideias (quiçá até ir beber uma imperial e comer uns tremoços) para evitar desastres maiores. Se todas as pessoas andarem na rua com a cabeça quente as urgências dos hospitais vão começar a encher e vão ser só hematomas e pernas partidas e não queremos nada disso até porque uma ida às urgências está pela hora da morte.

Parece-me uma excelente política...

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