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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

14
Dez15

Carta de condução e a revalidação

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Acabei de me aperceber que, após ter casado, fui pedir a actualização dos dados da carta de condução (felizmente já tarde). Precisei, claro, de alterar o nome e a morada. E não é que me apercebi agora que estou à espera que me chegue às mãos a nova carta desde 09/05/2014?!

A sorte é que isto não tem validade e que fiquei com a minha carta... 

05
Out15

Estou de luto (pela profunda burrice do meu país)

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Porque estivemos 4 anos anos a queixar-nos do estado do país, de como nos foram aos bolsos e aos ordenados ao fim do mês, de como o pobre é mais pobre e o rico é cada vez mais rico, greves atrás de greves (como se isso ajudasse alguma coisa, era muito mais prejudicial para a empresa abrir as cancelas duranters umas horas e deixar entrar os passageiros gratuitamente durante umas horas para ver os estragos em vez de prejudicar os trânsito de forma infernal), de como descontamos e o SNS não funciona bem (erradamente, depende dos locais...). Basicamente o português é O Calimero. É só este o nome que tenho.

A abstenção foi de quase metade. Estava frio e vento? Havia futebol? Doía a ponta do cabelo!? A primeira coisa que fiz ontem quando saí de casa foi ir às urnas para quando me queixar do estado do país, poder fazê-lo de boca cheia, porque o meu voto foi completamente contra a coligação. Votei Bloco de Esquerda com orgulho e se não o tivesse feito, teria votado num partido como Monarquia porque era um abre olhos para a população que se queixa mas não faz nada (como aliás se viu!).

Fui às urnas e levei a minha filha, que ainda não tem 3 anos, para perceber um bocadinho o que era escolher o futuro do país. Ridiculamente e não percebi porquê, não a deixaram ir à cabine de voto comigo. Ela iria influenciar o meu voto?!

Não penso em emigrar mas quero proporcionar um futuro melhor para a minha filha e para os que aí vêm. Penso nisso todos os dias. Como vai ser quando eu me reformar?....

 

E quem se queixa, também deveria ter tirado 5 minutos do seu precioso tempo antes de entrar na sala e escrever a cruzinha ontem...

E hoje era feriado... Era não era? Mas estamos todos a trabalhar..Vamos agradecer a quem?

10
Set15

VFNO - o que não devem perder

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É hoje a noite em que a R. Castilho, o Chiado e a Baixa celebram a Vogue's Fashion Night Out. Grande parte das lojas têm animação e descontos mas também confusão.

No entanto, deixo-vos alguns locais de eleição por onde devem passar 

Boutique Benefit (chiado) - Podem levar uma amiga e e arranjar as sobrancelhas (um dos musts da loja - eu ja testei e gostei) e só pagam 50% e com sorte conseguem provar o gin que veio de propósito para a ocasião.

Sephora (chiado) - Os produtos da marcar têm 25% de desconto.

Loja das Meias (R. Castilho) - Vai ter um Dj de serviço, cocktails, maquilhagem da Dior...

Mango (Av da Liberdade) - A marca vai ter entre 20% e 30% de desconto e maquilhagem Gosh.

Leya (rossio) - Apresentação do livro da maquilhadora Inês Mocho com algumas surpresas

H&M (baixa) - 20% de desconto em toda a loja

Zilian (chiado) - 20% em novidades

 

E muito mais. Todo o chiado fica doido, é só gente na rua, quase todas as lojas têm animação, os hoteis também, para quem não conhece vale a pena ir, para quem conhece e não se importa com a confusão, boa sorte.

07
Set15

Continuam a vir comentar no mesmo post?

entrefraldaselivros

Pelos vistos o meu post sobre a barbearia lisboeta (acharam que ia escrever o nome e dar mais atenção?) continua a atrair atenções. Todas as semanas recebo notificações para comentários com um post que não tarda tem um ano.

Sim, já sei que por norma a um barbeiro vão homens e não mulheres, sim já sei que são bué elitistas e "criaram um novo conceito" (que sempre existiu só não estava estampado numa montra) mas já chega.

Que chatice!

21
Mai15

UBER VS ANTRAL

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A controvérsia!

 

1.jpg

 Experiência pessoal

Antral:

  • carros recentes - nao tens
  • não saiem do carro excepto se tiveres bagagem e isso quer dizer que já conta com um extra
  • vá, os carros não são o cúmulo da sugidade mas também não são da limpeza
  • os motoristas não têm um ar propriemante de motorista, clean
  • se a viagem for curta recusam - como já me aconteceu mas se lhes cheirar a bezana ou a turistas apanham logo para faturar mais
  • até podem mudar a estação de rádio, nunca testei
  • ar condicionado num taxi? não, janelas abertas
  • SIM! sempre a insultar os condutores de lisboa e a fazer rally pela estrada fora
  • se nos esquecermos de alguma coisa dificilmente, muito dificilmente tem volta
  • fatura faz perder tempo e faz os taxistas ficarem irritados - eu peço sempre
  • raramente têm multibanco mas por norma pedem sempre o valor trocado ou de forma a poderem ficar com gorgeta.

 

Uber:

Sempre que tentei pedir carros, nunca estavam disponíveis pelo que não posso dar o meu parecer mas só pelo facto de não ter de pagar 3.40€ só de me sentar no carro já me parece muito bem e de não ter de levar com corridas pela estrada sou perfeitamente a favor!

20
Mai15

Cada vez fico mais incrédula

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Cada vez tenho mais a certeza (ia escrever acho mas achei pouco) que vivemos numa sociedade completamente doida. Isto deve vir uma bactéria qualquer na água que põe toda a gente a ter atitudes completamente ridículas (há falta de um melhor adjectivo). Vamos lá por partes:

- Um canal de televisão ridiculariza a aparência e os dotes vocais (ou outros) dos candidatos a torto e a direito a troco de audiências - pelo que sei está a conseguir porque tem as audiências mais altas de domingo.

- As míudas da figueira da foz batem num míudo em plena luz do dia e não há adulto nenhum que se meta.

- Uns polícias, em vez de tentarem manter a paz e evitar desacatos, fazem o contrário e promovem a violência, batendo em cidadãos.

- Uma avó deixa o bebé no vão das escadas porque acha que ele está possuído porque a televisão avaria (WTF?!) 

- Um assassino que, obviamente, matou um homem mas não se desfez do corpo porque era "pecado".

- Os taxistas querem uma tarifa MÍNIMA de 20€ a partir do aeroporto e proíbir das melhores empresas (e a qual qinda não tive oportunidade de utilizar porque está sempre sem carros) a operar aqui, a UBER

 

A sério, esta gente só pode andar completamente doente. Então se lermos o Correio da manhã diariamente parece saído de um filme de terror. Assaltos, mortes, acidentes, roubos, crimes, estado que, de caras, aplica coimas aos contribuintes sem dó nem piedade... Um dia destes vamos numa avenida e vemos uma cena saída do Lucky Luke, não? Com direito a fardos de palha pelo chão e tudo.

 

 

24
Mar15

IRS ... ajudas aos outros

entrefraldaselivros

Estamos a chegar à altura onde fazemos aquelas continhas fofinhas do IRS...

Aqui por casa temos sempre o cuidado de, no anexo H, por uma instituição à qual doamos 0,5% do nosso IRS.

Na realiade para o contribuinte não tem qualquer perda e a instituição que escolher só ganha.

Este ano estamos a pensar na Operação Nariz Vermelho (podem ver aqui como se faz).

No entanto, são tantas as instituições que merecem a nossa ajuda e atenção que tentamos chegar a todas de igual forma.

E vocês? Vão ajudar? Já escolheram?

17
Mar15

O que se lê no Correio da Manhã e a sociedade portuguesa

entrefraldaselivros

Estava eu sossegada a folhear o CM quando vejo uma notícia que me pareceu que se podia ter passado comigo quando a M. nasceu e eu tive de passar várias horas na Segurança Social.

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Pois bem, o senhor em causa não gostou de ter de esperar (como ninguém gosta) e começou a partir computadores, vidros... Foi uma festa. Ora bem, isto poderia ter sido qualquer pessoa (eu incluida) que já teve o (des)prazer de ter de ir a uma repartição da segurança social e verificar in loco o quão prestáveis as pessoas que lá trabalham são.

 

Eu, com as hormonas alteradas como estive, poderia bem ter sido notícia do CM...

23
Jan15

Mas que as há...Há.

entrefraldaselivros

Sempre ouvi dizer. E é em todo o lado e para tudo.

Há pouco tempo ouvi dizer por aí que este blog não é lido por ninguém. Se é ou não, não sei mas pelas estatísticas do sapo parece que sim e deve estar "favoritado" em alguns PC's por aí fora.

E parece-me também que começa a ser alvo de "críticas" direccionadas mas em redes sociais e à minha pessoa. 

Oh well, uma coisa que se faz só por diversão e pela vontade de escrever e as pessoas só conseguem ver mal nisso e olhar para o seu umbigo. What can we do?

Cada vez mais sou a favor da máxima do Karma e da vontade de aproveitar cada segundo com a maior intensidade possível.

Sejam mas é felizes, pá!

28
Out14

Figaro's Barbershop - R. do Alecrim, Lisboa - a barbearia estritamente para o sexo masculino....

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... E que ao que parece leva a sua política demasiado a sério. Mas tão a sério ao ponto de ofender e perturbar pessoas que por lá tentam ser atendidas.

Uma coisa é tentar erguer um conceito, uma marca, outra completamente diferente é ser fanático por um idealismo e tentar, à volta disso, criar um conceito que é retardado e fora de prazo.

Vejamos: 

http://www.figaroslisboa.com/ - Temos já aqui um conceito em que os animais são permitidos mas o género feminino não. É só de mim ou isto não tem qualquer sentido? Desde quando é que em pleno século 21 isto existe? Mais uma vez, uma coisa é ter um conceito mas levá-lo a este extremo, não. E estamos a falar de uma coisa que não é de todo barata. Um corte de cabelo masculino, aqui, são 25 euros. No barbeiro da minha rua não chega a 10 e o homem tem direito a saber as notícias dos últimos meses e a uma massagem no couro cabeludo.

Mas, claro, isto piora.

Dei de caras com a seguinte peripécia relatada no facebook (não conheço, claro, nenhum dos intervenientes mas achei de péssimo gosto e por isso decidi mostrar publicamente a minha indignação.) Por lei é proíbido negar um livro de reclamações. Se algum dia, alguém, tem a infeliz ideia de gozar com alguém que esteja comigo, seja porque motivo for, e eu estiver num dia menos bom... Bom, vamos rezar para que isso não aconteça.

Então o que se passou foi o seguinte:

"A Figaro's Barbershop é uma barbearia na Rua do Alecrim em Lisboa e eu gostava de vos dizer mais sobre o negócio mas no site deles, na parte do Sobre Nós, não tem nada escrito, apenas três fotos muito intensas e saturadas de homens a atender homens.

 

Intensidade. Saturação.

 

Se o moço do secador está com particular ar de quem não tem a certeza do que está a fazer, é porque não tem: o staff da Figaro's Barbershop é numeroso, mas apenas dois dos funcionários são barbeiros.

 

Sabemos porque vistámos a Figaro's Barbershop no passado Sábado. Um corte de cabelo de 25 EUR não está bem dentro do nosso orçamento, mas o pessoal poupou para me oferecer o meu penteado de sonho:

 

'É aquele corte de rapaz rico e bem-sucedido sachavor'

 

Para evitar ter que dizer 'sim, a sério' várias vezes à minha cabeleireira, o que infelizmente na minha experiência é frequente necessidade quando se trata de querer um corte de cabelo rotulado de 'masculino', resolvemos ir a uma barbearia a sério.

 

E se a Figaro's se apresenta como alguma coisa, é como uma barbearia a sério. Da página de Facebook da barbearia: 

 

'Lembra-te filho, homens a sério vão a barbeiros a sério'

 

O problema, para além de toda a imagem de marca da Figaro's Barbershop ser transmitida exclusivamente em Inglês, é que a imagem de marca da Figaro's Barbershop gira toda à volta do sinal que têm na montra, num bom tamanho, assim como no site:

 

 

Ora debaixo do homem diz 'Eu posso entrar', debaixo do cão diz 'Eu também' e debaixo da mulher diz 'Eu não posso'

 

Foi com esta imagem que conseguiram alguma atenção mediática: há duas semanas falou-se muito neles e de todo o lado sairam homens a defender o direito a afixar publicamente um manifesto empresarial que concede aos cães mais humanidade do que às mulheres. Ouviu-se muito, leu-se muito 'Ah, deve ser só uma brincadeira'.

 

Depois da nossa visita à Figaro's Barbershop ficou claro que para o staff não é brincadeira nenhuma: levam a cultura que criaram para o estabelecimento muito a sério, e é uma cultura de ódio às mulheres, homofobia, transfobia e masculinidade tóxica. Tem muito pouco a ver com oferecer cortes de cabelo de qualidade a bom preço.

 

'Plano de negócios? Nah man eu queria era um sítio pra tirar fotos BRUTAIS'

 

Mal entramos, ainda na rua com a mão na porta, dois funcionários cuja função aparenta ser ficar à frente da porta (que de tão pequena não é muito acessível à partida) repetem várias vezes em Inglês 'desculpe, desculpe, não pode entrar'.

 

Entramos (duas mulheres, dois homens, e esta pessoa não-binária que vos escreve) e somos imediatamente recebidos por outro funcionário que pergunta o que é que queremos. 

 

Digo que quero um corte de cabelo, e nem posso chegar à parte do Ronaldo já o funcionário responde:

 

'Não atendemos mulheres'

 

 

 

Uma das coisas que mais ouvimos no pouco tempo que estivemos na Figaro's Barbershop. 'Não atendemos mulheres', 'Não cortamos cabelos de mulher', 'É que as mulheres e os homens são diferentes', 'Os produtos que usamos são para homem'

 

 

 

Estamos nós a tentar compreender as diferenças biológicas fundamentais entre capilares 'de homem' e capilares 'de mulher' quando me dou conta que todos os funcionários excepto um (que està a atender um cliente cujo cão descansa confortavelmente perto da entrada) nos rodearam.

 

Um funcionário fecha rapidamente a porta e tenta várias vezes trancá-la (o trinco não funciona muito bem).

 

A partir daqui sinto sintomas de ansiedade, que é algo com que lido diariamente e que tende a agravar-se quando eu e pessoas de quem gosto somos raptadxs por barbeiros.

 

Pânico.

 

Recusam categoricamente prestar-me serviços em troca de moeda.

 

Pedimos o livro de reclamações.

 

Recusam de igual modo disponibilizar o livro de reclamações. 

 

Eventualmente decidem que os homens podem assinar o livro de reclamações.

 

Um dos funcionários agarra o meu amigo pelo braço e diz 'queres assinar o livro de reclamações? anda lá pra trás', 'pra trás' sendo presumivelmente onde está o livro de reclamações, sendo impossível que este nos seja trazido.

 

Quando os meus amigos recusam ir 'lá pra trás' para assinar o livro de reclamações, somos convidadxs a sair, e assim fazemos. 

 

Enquanto estivemos dentro da Figaro's Barbershop os funcionários repetiram várias vezes que iam ligar, e depois que tinham ligado, à polícia. Quando saímos ouvimos 'as senhoras vão embora agora né, que chamámos a polícia'. Quando a polícia de facto chega, chamada por nós, fica evidente que os funcionários não chamaram polícia coisa nenhuma.

 

Esperamos uma hora e tal pelos agentes em frente à barbearia e depois, com o cansaço, no vão da porta ao lado.

 

 

Os funcionários entram e saem da loja para nos assediar a gosto.

 

A um amigo é dito 'Tu é que precisas dum corte de cabelo, pareces um panel**ro'.

 

Um funcionário goza com os meus tremores e argumenta que é por ser 'doente mental' que vou ali 'armar confusão'.

 

Quando decido apontar o que dizem, já sei como é a minha memória, o mesmo funcionário continua 'Ai a menina tá a apontar o quê?'. Lembro-lhe que já o informei algumas vezes que não sou uma menina e que para além disso não interessa e ele diverte-se muito a dizer 'Ah és um menino é? Não me digas que és um menino!'

 

Tiram foto à minha mãe (sentada no vão da porta ao lado à espera da polícia) com um smartphone. Quando falamos disto à polícia apresentam um telemóvel completamente diferente, daqueles pequenos e baratos, e dizem que não têm telemóvel que tira fotos.

 

Tudo coisas bonitas.

 

Falamos com os agentes, os agentes falam com os funcionários, no interior, e eventualmente um agente chama-me ao interior do estabelecimento para assinar o livro de reclamações. Passam duas horas desde que pedimos o livro de reclamações.

 

Um funcionário coloca o livro nas minhas mãos em completo silêncio, sem nenhuma indicação. Preencho tudo e quando entrego o livro ficam simplesmente com ele, sem me dar a cópia da reclamação.

 

Informo que a segunda via é para me ser entregue.

 

O funcionário tira do livro a folha que me deve ser entregue e entrega-a ao colega em falsa distração.

 

Quando pesco a reclamação das maõs do colega, gozam comigo e chamam-me 'mal-educada'.

 

Pois.

 

E foi isto. Quem diria que um estabelecimento comercial que em 2014 permite entrada a cães e proibe entrada a mulheres é gerido por homens sexistas misóginos homofóbicos e transfóbicos, incompetentes e emocionais, pequenos e rancorosos. Qual é a ideia de recusar clientela num Sábado pouco movimentado?

 

É misoginia. 

 

É a cultura do 'homem a sério' que permeia toda a sociedade, aqui condensada num único estabelecimento lisboeta que resolveu fazer do ódio às mulheres e da masculinidade tóxica a sua imagem de marca, a sua missão enquanto empresa.

 

Cortes de cabelo não têm género. Cabelo não tem género. É cabelo. 

 

Diferentes modos de apresentação não são coisa nem de um género nem dos outros.

 

Recusar agressivamente clientela com base no género percepcionado não é vintage.

 

É anticonstitucional." 

 

Bom, perante isto... tirem vocês as vocês conclusões

 

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