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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

21
Abr14

benfica

entrefraldaselivros

Já não se aguenta ler sobre o Benfica.

Ok, ganhou o campeonato pela 33ª vez.

Fixe. Mas... E o que eu ganho com isso? Eles ganham mais um milhares, uma taça e tal... Mas... e o português que se esfalfa a trabalhar o mês inteiro, desconta uma batelada para o IRS, segurança social, ADSE, ADM, raio-que-o-parta, mais-uma-treta-qualquer, ganha o quê? Sim, já sei que vão dizer que ganha a felicidade de ir festejar para o Marquês de Pombal (sim, rico sítio, uma rotunda no centro da cidade, parar o trânsito na capital do país, bela maneira de ajudar a economia... só se for a vender cerveja) porque de resto meus caros.... Não vejo mais nada! 

Eu não sou anti futebol, até acho piada ver um derby sporting vs benfica mas só isso. Não vou gritar para a rua, não vou pintar a cara com cores e muito menos causar disturbios. Isso é levar o fanatismo a extremos.

Porque não juntar toda essa vontade e fazer coisas de interesse? Já nem me vou referir só à política, porque o fiz no meu facebook particular e está a dar pano para mangas. 

Porque não agarrar em toda essa vontade e mostrar que somos um país com garra e vontade e não só uns zé-povinhos à beira rio?

Não me sinto com azia (alias, devia sentir???) porque ganhou a equipa A, B ou C. Já disse e volto a dizer, sou sportinguista por simpatia, desde sempre. Não vejo 99.9% dos jogos por isso não falo sobre isso.

No entanto, e como bem apontou uma amigo meu, uma coisa também é verdade, somos um povo que também é pro em apontar o dedo e criticar mas depois quando chega a altura de fazer, cruza os braços e senta-se porque está muito cansado, porque está calor, porque está frio, porque há saldos, porque joga o benfica ou o porto ou o sporting ou o rio ave (ou uma outra equipa qualquer). E é assim.

 

De qualquer forma, e eu não vi o jogo, parabéns ao Benfica.

21
Abr14

páscoa, ovos, família, crenças e coisas.

entrefraldaselivros

Para mim páscoa é sinónimo de tempo passado em família.

De descanso, tempo de qualidade, ver filmes enroladinhos no cobertor, cheiro a bolos acabados de cozer, cores dos aluminios dos ovos gigantes da páscoa, de conversas à mesa.

E ontem foi assim.

Almoço em casa da sogra e jantar nos pais.

Mas depois de 3 dias em que não parámos um bocadinho, almoçámos na ericeira uma espécie de rodízio de marisco deslavado (dizem eles porque eu não gosto de marisco), um passeio pela ericeira para esticar as pernas e cansar a M., um sábado a passear no Entroncamento e um domingo em família, eu preciso de mais um fim de semana só para descansar da correria deste.. Pode ser?

15
Abr14

humildade, acima de tudo.

entrefraldaselivros

Estou sem palavras.

A sério. 

Vi este vídeo de manhã e partilhei-o na minha wall do Facebook. Quando o vi, dei por mim a verter lágrimas. Não sei explicar porquê. 

Possivelmente pela simplicidade que o Pharrel mostra ou se calhar pela humildade que ele parece ter.

Sou fã do trabalho dele há anos, desde o tempo em que ele fazia música com os N.E.R.D e sempre achei que ele tinha mais qualquer coisa.

Não é novidade nenhuma que a música preferida da M. é o "Happy" e que ela, deade que acorda até adormecer está sempre a pedir para ouvir e por isso, quando vi este vídeo hoje de manhã fiquei emocionada.

 

O homem pode (e deve) estar carregado de dinheiro mas mesmo assim ficou emocionado ao ver o que a música dele faz e transmite em todo o globo. O melhor disto é que o nosso país está lá representado.

 

Vejam por vocês mesmos e digam-me se conseguem ficar indiferentes.

 

 

14
Abr14

há letras (de músicas) e letras..l.

entrefraldaselivros
Nu ta mostra harmonia ê sô sabi ê sô si nu ta brinca

Nu ta djunta nu ta briga ê si propi ê sô si nu ta cria

[Verse 1 : Skillaz]

Quem força quebra

Quem quebra chora

Quem não gosta da vida que tem, tenta mudar

Ou se conforma, ou sai fora

Quem chora pensa

Quem pensa volta

Se tu tens dois braços para te abraçar não dá

Para acreditar que a esperança está morta

Corta com, ligações

Que só dão, frustrações

São em vão as acções

Que tu tens para com os mãos corações

Filtra o falso, fita, cada percalço, evita

Traça a vida a cada passo, e repara quem

Te ajuda afinal a fazer o traço

[Hook]

Nu ta mostra harmonia ê sô sabi ê sô si nu ta brinca

Nu ta djunta nu ta briga ê si propi ê sô si nu ta cria

Quem gosta cuida

Quem cuida atinge

Custa ouvir as palavras que mais doem, que por dentro

Nos roem, mas um amigo não finge

Quem atinge ama

Quem ama exige

Não é só tirar e não dar, é partilhar

Para não acabares só e triste

Quem quer felicidade, viver em harmonia

Não ouse em confundi-la, com ataraxia

Queres o bolo todo, fazer parte da receita

Aceita que para seres tudo, tudo tu tens que ser

Então, luta, briga, partilha, berra

Sabendo que a mentira é o peso que te enterra

Diz eu amo-te, odeio-te, abre ou fecha a porta

Sabendo que amanhã já nada disso importa
Leiam a letra... a sério... Leiam e percebam porque acho adequada.
06
Abr14

Novidades

entrefraldaselivros

Ora bem, nem sempre só de consumismo e música se fala neste blog. 

Este blog, maioritariamente fala sobre a M., sobre as suas evoluções e sobre como cresce diariamente e como nós, família directa e amigos mais próximos, lidamos com as mudanças que "sofremos" com o facto da existência que é uma primeira filha/neta/sobrinha/filha-da-amiga.

Por isso mesmo, ponderei muito antes de escrever este post e faço-o expondo o meu coração de mãe e de filha.

A M., agora com 16 meses, está oficialmente curada.

Curada de quê, perguntam vocês que me lêem em silêncio e não nos conhecem. Pois... Por norma, e desde que ela nasceu, que não exponho o caso dela. Não que o esconda, pelo contrário, mas porque a tentei proteger ao máximo daqueles comentários de "coitadinha da menina" ou "tem alguma deficiência, com certeza". Como devem imaginar, uma mãe quando ouve estes comentários, tem de ter uma calma extra para não mandar com o ovo do bebé à cabeça da pessoa que o diz. E eu sou muito explosiva. Demasiado até. Mas a maternidade e a M. vieram acalmar-me.

Pois bem, a M. nasceu com uma luxação congénita da anca bilateral. Grande palavrão. Não é nada que, hoje em dia, infelizmente não esteja a começar a ser muito comum, basta passar um dia de manhã no Hospital D. Estefânia para comprovar. Felizmente para nós foi detectado quando ela tinha 2 dias de vida e foi logo encaminhado para a ortopedista do Santa Maria e posteriormente ainda fizémos uma breve visita ao  Hospital Pediátrico de Coimbra e fomos finalmente parar ao Hospital D. Estefânia onde acabámos por "estacionar".

Basicamente em que consiste a LCA?

É a cabeça do fémur completamente fora da bacia e não encaixar. Ou, no caso da M., encaixar e saltar. Não vou descrever o procedimento todo dos 16 meses porque foi intenso. Foram aparelhos, gessos, idas ao bloco operatório, raios-x, ecografias, mais gessos, arnês, uma bem-dita operação, mais gessos. No entanto, só fomos bem encaminhados quando a M. já estava a dias de completar um ano de idade, depois de andarmos numa roda viva de médicos, exames, internamentos e por aí fora.

Depois da operação, a M. ainda esteve engessada mais 2 meses e após isso passou a usar um aparelho 24 horas por dia durante mais um mês. No dia de anos do pai dela (11/2), após mais uma ida à consulta de rotina e onde eu escrevi mais um post aqui , ela pode passar a usar o arnês apenas durante a noite, o que era um óptimo progresso, dado que no colégio ela já via os meninos a gatinhar e ela estava presa a um aparelho que só a permitia estar num puff.

Finalmente na 6a feira, depois de mais uma ida ao hospital para mais uma consulta e após ter esperado mais umas horas, pedi à ortopedista para lhe fazer um raio-x, porque o coração de mãe é fraco e tem sempre medo, espera sempre o pior e ela está a começar a andar. Quando veio o resultado sou surpreendida com um: "Está tudo óptimo. A evolução está muito boa, está praticamente no sítio e irá melhorar quando ela começar a andar pelo próprio pé."

Nesse momento senti que me tinham tirado de cima uma bigorna que eu andava a carregar há mais de um ano. 

Não tenho qualquer outra expressão para o dizer. Uma bigorna como aquela dos desenhos animados. 

"A M. tem alta do arnês e não precisa de o usar mais." 

Apeteceu-me chorar. E acho que só não o fiz porque fiquei abananada e porque eu sou eu e estava à espera de ouvir, as usual, qualquer coisa como "ela ainda vai ter mais uns meses disto".

Por isso, SIM, A M. ESTÁ CURADA! Porque depois de tudo o que nós/ela passamos também merecemos. 

Escrevo este post porque foi mais de um ano em que protegi a minha filha, apesar de a proteger, claro, mas sei que não há muita informação sobre isso. Porque quando nós, mães, temos a notícia de que a nossa filha (normalmente são sempre as meninas) tem LCA, ficamos sempre sem chão, como eu fiquei. 

Escrevo, em parte, com raiva deste país pequenino em que vivemos porque no nosso caso, não temos qualquer ajuda do estado para transportar os bebés quando estão engessadas e isso fez-me uma enorme confusão. Sempre que tinha de ir às consultas ou aos hospitais tinha sempre de pedir ajuda a outro adulto e tinha sempre de infringir regras de trânsito, levanto a M. ao colo e rezar a todos os santinhos para não apanhar a polícia, ou caso apanhasse, que ao menos fosse um polícia que compreendesse a situação e não me multasse. 

Por isso, se eu puder ajudar alguém com este post, já sinto que não foi em vão já que, de certeza que vou ser criticada por expor o caso assim, mas depois de ter lido num forum que frequento, várias mães em pânico porque tiveram este diagnóstico e não sabiam o que fazer e eu sempre que pude tentei ajudar prefiro fazê-lo agora, principalmente porque sei que fiz o meu melhor pela minha filha.

A Luxação Congénita da Anca, quando detectada a tempo, não é um bicho de sete cabeças. É claro que é grave, como todas as complicações. É claro que tem de se ter atenção e tentar procurar os melhores médicos, sendo que na minha opinião, na zona de Lisboa eles estão na Estefânia. Aí, só temos a agradecer a todos. Por todo o tempo que lá estivemos (e foi muito. Passei lá dias e noites, semanas até) sempre fomos muito bem tratados. Se o médico tiver dúvidas, procurem uma segunda opinião mas nunca, nunca baixem os braços. 

 

Agradeço do fundo do meu coração e nunca poderei retribuir a ajuda que toda a nossa família nos deu nestes 16 meses. Amo-vos mais do que vocês imaginam. A todos.

Agora se me dão licença, vou dormir uma noite bem descansada {#emotions_dlg.inlove}{#emotions_dlg.smile}

 

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