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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

28
Jan14

Aguiiiiinhaaaa

entrefraldaselivros

A esperteza da M. não deixa de me espantar todos os dias.

Em casa dos avós há uma fonte exterior e com luzes, junto à cozinha, que liga automáticamente às 20h. Ela deve associar isso ao anoitecer. Ontem quando chegou lá a casa e a levei à cozinha, eram mais ou menos 19h50 começou a dizer "Aguiiiinhhhaaa" e não percebi o que ela queria. Pensei que tivesse sede. Dei-lhe água para beber mas ela não quis. Começou, como de costume a dizer olá a toda a gente que estava em casa. Quando me encostei a conversar com a minha mãe à ombreira da porta da cozinha, eram 20h, a fonte ligou e ela gritou "Aguiiiinhhha!" e eu percebi! Ela associa a cozinha e o anoitecer ao ligar da fonte. Claro!

 

 

Os adultos não percebem nada disto, pá! 

28
Jan14

não consigo imaginar isto

entrefraldaselivros


Não consigo imaginar a dor desta mãe. No entanto, não desiste de o tentar encontrar. Vamos passar a mensagem, já que a internet é um mundo, pode ser que consigamos fazer "chegar o recado" a quem de direito.
27
Jan14

meco, praxes, lusófona e coisas que me ralam

entrefraldaselivros

Não podia, de todo, deixar de falar do "assunto do momento", por mais fria e calculista que possa parecer.

Porque sou uma cidadã, ex aluna da Universidade Lusófona, com nenhum orgulho, porque me preocupo, porque sou mãe, porque principalmente fui aluna e porque acho que há coisas que passam largamente das marcas.

Tenho andado em cima de todas as notícias que saiem sobre este assunto, tenho conversado sobre isto, tenho uma minha opinião formada acerca do assunto. 

A meu ver foi uma praxe que foi longe demais. Parece-me que os jovens deviam ter alguma maturidade, sentido de responsabilidade e dado que estava dado um alerta vermelho, acho difícil que se tenham lembrado de ir passear para a praia do Meco, de madrugada, só porque é bonito. Sei que nas praxes não é permitido o uso de telemóveis, apenas ao superior hierárquico (been there, done that) mas... acho que deve haver limites. 

Já passou mais de um mês do acontecimento e claro que agora é que o típico "Zé Povinho" se lembra de "ter visto 7 jovens a andar com pedras agarradas aos pés" ou "a fazerem figuras e terem sido interpelados ao que responderam para não se meterem porque aquilo era uma praxe" Yeah right! Mais de um mês depois!? Então e na altura ninguém se lembrou de nada? Afinal quem é que sofre aqui no meio de amnésia selectiva?

Tenho muita (odeio esta palavra mas não me ocorre uma melhor) pena dos pais dos miúdos porque não sabem o que se passou naquela noite com os filhos e, isso sim, acredito que seja uma dor significativa. Eles estavam, acima de tudo, descansados porque os filhos estavam a estudar para tentar garantir um futuro melhor. 

A minha experiência na mesma instituição foi a pior, não aconselho a ninguém, pelo contrário. Acho que a dita universidade tem muitas arestas por limar e deve começar por aí e não fechar-se em copas como sempre tem feito cada vez que aparece um escândalo (convenhamos que têm sido uns quantos ultimamente).

Bem sei que a mesma não se intromete nas praxes, no meu tempo também não o fazia MAS!, há limites. Quando o director de um dos cursos é assumidamente anti-praxe, quando se vê que as praxes estão a ir longe demais, não será altura de tomar uma posição?

O intuito de praxe é de integrar os alunos, passar apontamentos, inter-ajuda, não é o de humilhar, fazer passar vergonhas, chegar ao coma alcoólico (como muitos poderão imaginar).

A vida académica é mais do que um fato preto com uma capa ao estilo do batman, com o intuito de humilhar os mais novos que entram para um mundo novo, maravilhados com um sem fim de possibilidades. Os caloiros não são escravos dos veteranos (e aqui acho e vi muitos veteranos baralhados, coitadinhos, com o lugar deles.), a ideia, mais uma vez não é terem empregados, é tentar INTEGRAR! (estou um bocado repetitiva, dado que este assunto é-me particularmente sensível).

Neste caso em especial, há tantos pontos que não batem bem que basta perder uns minutos e pensar um bocadinho.

Mas quem sou eu? Sou só uma ex aluna e mãe e cidadã preocupada. Não é por mim, é mesmo pelos pais dos miúdos que merecem mais respeito do que o que estão a ter, merecem que os filhos não sejam especulados como estão a ser. 

 

 

http://www.tsf.pt/Programas/programa.aspx?content_id=904110&audio_id=3653080

fica aqui das melhores crónicas que ouvi! "é raro o semestre em que não haja lá bronca" - pois.. eu bem disse... 

27
Jan14

jantares de adultos e redes sociais

entrefraldaselivros

Há já uns anos que não ia a jantares de redes sociais e por redes sociais refiro-me maioritariamente ao twitter. Claro que seria impensável fazer um "jantar do facebook" Seria ocupar qualquer coisa como a Ponte Vasco da Gama, como quando foi aquele evento para testar o Fairy para lavar a loiça.

Como o twitter (sim, eu sei que há muitos adultos e jovens que ainda não percebem este passarinho azul) é um mundo ligeiramente mais pequeno que o facebook e lá podemos ser quem somos com mais clareza de raciocínio e mais à-vontade, e há umas semanas uma pessoa decidiu juntar um "pequeno" grupo de tweeters para ir jantar e conversar um bocado. Até aqui tudo bem... Eramos só alguns... O mais estranho começa aqui.

Ora, o twitter é o twitter e o facebook é o facebook. Pois que ela criou um evento no facebook para o dito jantar, de pessoas do twitter (confuso, eu sei) e cada um convidou quem quis. Quando olhámos já eramos mais de 30 pessoas. Claro que nisto dos jantares à última da hora há sempre desistentes. Penso que feitas as contas fomos 33, se não me falha a memória.

Mais uma vez, até aqui é tudo, mais ou menos normal. Como o twitter é muito abrangente tivemos pessoas que vieram do porto (e espantem-se agora) para vir a ODIVELAS (TXANNNANNNN!!!) comer não a marmelada (típica de odivelas) mas... FRANCESINHA!!! Pois.. Fazemos estas coisas pela companhia uns dos outros. Pessoas com quem trocamos muitos 140 caracteres vezes sem conta por dia e que às vezes parece que conhecemos à anos e, muitas vezes, nunca sequer as vimos pessoalmente.

O jantar correu muito bem. No meu caso, que já não vivia uma experiência deste tipo há algum (longo) tempo foi muito bom. Deu para espairecer e rever pessoas com quem já não tinha contacto por esta ou aquela razão.

O ponto alto de um jantar de redes sociais é o restaurante ter wifi e sermos tantos que conseguimos saturar a wirelless do restaurante e, às tantas, ninguém consegue fazer nada daquilo. Pior, dentro do restaurante a rede 3G é quase nula por isso fomos quase obrigados a falar uns com os outros.

 

Valeu pela companhia de mais de 30 pessoas e pela 1/2 francesinha, pelos "finos" e pelos tweets, pela hashtag #tweetfrancesinha25, pelo convivo e pelo gin pós-jantar (havia gin nos copos?)

 

Venham mais destes!

23
Jan14

10 coisas que todas as mães fazem mas têm vergonha de admitir

entrefraldaselivros
Vi este post aqui e não resisti a roubar porque é tão verdade. Excepto o último ponto...Acho que não o digo em voz alta, pelo menos não frequentemente ou conscientemente...Acho eu. Já não sei, se calhar digo.  
 

10 coisas que todas as mães fazem (mas que têm vergonha de admitir)

1. Comer chocolates às escondidas dos miúdos, principalmente depois de lhes explicarmos que o chocolate faz mal aos dentes, engorda e que se comermos muito pode fazer dor de barriga.

2. Falar em inglês sempre que não interessa que os mais pequenos percebam a conversa. Ou em francês. Ou num dialecto misturado, com palavras estrangeiras metidas pontualmente naquelas expressões que não convém que eles ouçam.

3. Adormecer (de exaustão!) muito primeiro que eles, quando nos propomos a adormecê-los - e acordar com a luz do quarto acesa e eles a brincarem, felizes da vida.

4. Mentir-lhes acerca do modo como são feitos os bebés - falamos de abelhas, cegonhas e flores, e eles acabam por descobrir na internet como tudo acontece ( de preferência quando forem maiores!).

5. Explicar que não podem comer bolachas antes de jantar - e comermos nós um pacote inteiro, sem eles verem, enquanto estamos a cozinhar.

6. Achar que sabemos fazer sempre tudo melhor que o pai - nós é que sabemos vesti-los, cozinhar a comida como eles gostam, tratar deles quando estão doentes - mas dizer ao pai que é igual ser um ou outro a fazer as coisas.

7. Estar mortinha por ter um fim-de-semana a dois, e depois passar o tempo inteiro a falar dos miúdos, a pensar como estarão e a ligar para casa de hora a hora ( ou até voltar depois da primeira noite com uma desculpa qualquer).

8. Depois de um dia estafante, quando começar a haver birra ao jantar, deixá-los comer um iogurte e pão (ou seja lá o que eles querem!) para ter uma refeição sossegada, ao invés de haver zangas e eles terem de comer tudo o que é legume.

9. Prometer doces se se portarem bem quando os levamos ao nosso trabalho - ou a outro lado qualquer em que queremos causar boa impressão.

10. Comparar sempre, em tudo, os nossos filhos com os outros, mas dizer em voz alta que cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento e todos chegam lá (enquanto pensamos interiormente que o nosso é o mais giro, o mais esperto e o mais precoce).
14
Jan14

o bom do tempo frio

entrefraldaselivros

Quer acreditem quer não, o tempo frio tem coisas boas.

Uma delas é o quentinho da nossa casa. A minha tem lareira, o que adoro e o que gosto ainda mais, como já disse aqui são mantas. Mantas quentinhas, felpudas, daquelas que só apetece enrolar e enroscar e não largar mais.

No fim de semana fomos contemplados com uma generosa oferta de lenha. Mas não foram só uns tronquinhos. Não, nada disso. Foi meia tonelada, mais coisa menos coisa. Estamos muito contentes porque isso quer dizer que a lareira vai arder muito tempo e as mantinhas e os filmes vão dar por muito tempo cá em casa.

A M. está, com o tempo, a aprender a enroscar-se. Já gosta de se encostar quando tem sono, só ainda não consegui que ela peça para dormir, mas estamos no bom caminho.

O meu domingo perfeito é acordar tarde (coisa rara de acontecer mas não faz mal porque o acordar cedo é por uma boa causa, quem tem um filho pequeno sabe bem do que falo, a não ser que o consigamos convencer a vir para o meio de nós), petiscar qualquer coisa quentinha e enroscar no sofá com a família, só porque sabe bem.

Espero que estes "domingos" sejam mais frequentes por aqui mas ainda não desisti de implementar a regra de existir pelo menos uma vês por mês (não é muito pois não?)

 

E por aí? Como são passados os dias com frio e chuva?

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