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Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

Entre Fraldas e Livros

Uma mãe recente, licenciada em alguma coisa (pouco) relevante que sentiu a necessidade de expressar preocupações que lhe importam e as aventuras que acontecem por aqui.

15
Fev17

Amizades improváveis mas fortes

entrefraldaselivros

Todos sabemos que, volta e meia, há pessoas que se cruzam no nosso caminho, com quem criamos empatia e laços de amizade fortes, nos sítios mais improváveis e mais esquisitos.

Há pessoas que parecem o nosso reflexo, chapado. É o caso da C. Conheci-a num dos sítios menos prováveis, numa das minhas variadíssimas visitas à minha loja preferida. A C era e é a minha cara chapada. Tanto em feitio, como em humor, como em tudo. Consegue ser tão irónica como eu e ao mesmo tempo séria. 

Revejo-me nela. Adoro-a. Contei-lhe coisas que poucos sabiam, vi nela uma amiga e o inverso também aconteceu. Quando ela deixou de lá trabalhar, fui das primeiras a saber mas soube logo que a amizade não ia ficar por ali. E tive razão. Quer estejamos com mais ou menos trabalho, mais ou menos tristes, mais ou menos chateadas com a vida, estamos lá. Num ou noutro grupo do whatsapp, numa conversa sozinhas, a jantar, temos sempre temas.

Agora, toca mas é de por em prática mais convívios! 

13
Fev17

A liberdade dos outros termina onde a nossa começa

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A vida dá muitas voltas. Dá voltas que nunca esperamos. Há encontros e desencontros, felizes ou menos felizes. É por isso que é a vida e é isso que nos amadurece.

Antes de escrever este texto procurei um chavão que me pudesse inspirar e acabei por encontrar um post de um outro blog que me dizia exactamente aquilo que eu queria transmitir.

(...)

"Os actos que praticamos têm sempre uma dupla consequência, primeiro na nossa esfera pessoal, em nós próprios e depois na esfera pessoal dos outros (que intimamente partilham a nossa vida).

Portanto qualquer que seja a consequência daquilo que fizermos e dissermos, boa ou má, terá sempre esta dupla face e afectará não só a nós, mas aos outros também. Coloca-se aqui a questão de perceber, até onde vai a minha liberdade em "fazer o que pura e simplesmente me apetece" se sei à partida que irei magoar a outra pessoa, ou que irá também sofrer a consequência dos meus actos.

"A minha liberdade termina, onde começa a liberdade do outro", este chavão sobejamente conhecido, afigura-se como uma Grande Verdade, não só na vida em sociedade, mas mais profundamente numa vida a dois...

 Quantas vezes é preciso ceder? Quantas vezes temos de reflectir sobre os nossos actos, se sabemos que esse alguém irá "pagar" por eles, bem mais caro do que nós próprios?

 De que valem os meus actos irreflectidos e desrespeitáveis, que me fazem sentir momentaneamente melhor, se depois, as consequências serão sofridas não só por mim, mas ainda mais pela contraparte?

 Se sabemos à partida que um terá de tomar uma decisão que trará consequências dramáticas para os dois, vestimos a armadura e ambos nos preparamos para a enfrentar. Mas se de repente, num acto de "puro umbiguismo" um se lembra de fazer qualquer coisa, sem "dar um aviso à navegação", fazendo com que o outro arqueie sofridamente com as consequências do seus actos, é completamente diferente."

 

Sou conhecida por ter sentimentos de um camião, por não ter papas na língua, por ser bruta mas também por ser um coração de manteiga, por ser a primeira a ajudar o meu amigo, a fazer de tudo o que posso para ajudar. Agora: só não me lixem, não mintam, nem façam esquemas. Aí vêem uma Ana diferente. Para além de magoada, fico num casulo. Uma coisa que aprendi nos últimos anos foi a dar valor a quem está ao meu lado, quem gosta de mim e de quem eu gosto, quem não me julga, quem aprecia a minha companhia. A minha família em 1º lugar, os meus amigos em 2º (tanto por uns como pelos outros, dou o mundo se conseguir). Mas todos os actos têm consequências... E o karma, esse sim, encarrega-se de tudo. O yoga e a maternidade trouxeram-me calma e sabedoria interior.

13
Fev17

Todos voam um dia

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Dizem que todos os passarinhos, um dia, têm de voar, não é? Tenho cá para mim que, e não vou ser modesta porque todos os dias vejo o resultado disso, criei muito bem as minhas irmãs. Tenho 8 anos de diferença de uma delas e 12 anos da outra. Sinto a mesma responsabilidade para com elas que sinto com a minha filha.

A minha irmã mais nova "deu o primeiro vôo" este fim de semana. Foi de erasmus. Apesar de não ter ido para longe, para mim é como se tivesse ido para a australia (na realidade está na terra de nuestros hirmanos). Saiu de cá ontem de manhã e chegou à noite ao destino. Só fui capaz de dormir quando falei com ela e percebi que estava bem (mas tenho o coração apertadinho, apertadinho).

Sei que ela já é uma mulher, e de todos os meus irmãos, é a mais parecida comigo. A mais desenrascada, a mais independente e a que mais rapidamente se safa num problema. Estaria mais preocupada se tivesse ido para um sítio onde pudesse haver troca por camelos porque, tanto uma como a outra, ficaram uns mulherões que valem camelos a dar com um pau.

Como não consegui por uma ancora na rapariga, deixei-a ir, pedi-lhe que se portasse bem, que não fizesse nada que eu não fizesse e que, acima de tudo, se divertisse. Deve ser uma experiência única.

 

23
Jan17

Condomínio - parte 3

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Caríssimos vizinhos cuja vida sexual é activa até dizer chega, alguns de nós gostavam de descansar durante a noite.

Bem sei que não há horas para demonstrarmos o nosso amor e afecto MAS não é preciso que o prédio inteiro ouça.

Isso e por "Sultans of Swing" a um sábado de manhã, às 9:34, ao lado da cabeceira da minha cama.

Esta foi a minha expressão

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Só imaginei isto. Não sei porquê mas foi esta a imagem que associei. Isso e a Havaiana de pau a bater na vizinha.

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 Porquê?!! Eu tinha-me deitado tarde, estou meia doente e esta/este tipo(a) mete música como se fossem 15h! Ninguém merece.

Isso e do outro lado pode até haver vida sexual activa mas... É muito curta.

É assunto para reunião de condomínio?

 

23
Jan17

Sem serviço de entrega?! - IQOS

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Ó Phillip Morris, então aquilo que vos distinguia, e que eu falei no artigo do público, vocês retiram?! O serviço personalizado de venda directa ao consumidor, de podermos comprar volumes, retirado!? A explicação do que é o iqos, para que serve e tudo, foi retirado?

Epá, assim não se destacam em nada... Agora vou ter que comprar aos macinhos?

22
Jan17

Sobre o iqos no Público

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Caríssimos: Se tiverem oportunidade e curiosidade verifiquem o Público de hoje. Aqui fica:

“Falta ali qualquer coisa”, lamenta Ana, que usa o iQOS, mas continua a fumar cigarros clássicos

Ainda não existe um verbo para definir o acto de usar o iQOS ou outro tipo de tabaco aquecido. Os fumadores de cigarros fumam. Os utilizadores de cigarros electrónicos vapeiam. Mas o escritor António Mega Ferreira, que se converteu ao tabaco aquecido no Verão passado, já encontrou uma palavra para descrever o acto. “Isto é chupar. Até digo, a brincar, que cheguei a esta idade para andar a chupar paus de aquecer”, ironiza Mega Ferreira, cuja conversão ao tabaco aquecido resultou da recomendação do seu cardiologista: “Ele disse-me: você tem que deixar de fumar. Por que não experimenta isto?”.

Com quatro bypasses, um deles entupido, e uma dor persistente no peito, o escritor percebeu que não tinha outra saída. Estavmos em Julho de 2016 e Mega Ferreira, que só fizera um interregno de três ou quatro meses no seu longo vício de fumar (começou aos 14 anos), adquiriu a máquina (que custa 70 euros) e rendeu-se-lhe completamente: “No mesmo dia, comprei um maço que ainda tenho em casa. Nunca mais fumei um cigarro nem sinto falta. Estou tão satisfeito que até faço apostolado. Já converti duas ou três pessoas”.

Continua a ser "uma droga"

Sem nunca ter experimentado cigarros electrónicos - “misturam uns líquidos, cheiram a caramelo, acho uma mariquice“ -, Mega Ferreira tem consciência de que este novo produto continua a ser "uma droga". "Só que é uma droga sem fumo, sem monóxido de carbono, sem alcatrão”, resume. E é, na sua opinião, o que há mais próximo dos cigarros, "na ergonomia, na relação da boquilha com o gesto de fumar, no packaging". É, resume, "uma espécie de iPhone". "Até costumo pôr os dois lado a lado", diz o escritor que está, no entanto, convencido de que o aparelho ainda pode ser muito aperfeiçoado.

Uma das primeiras pessoas a experimentar o iQOS em Portugal, Ana Silva Pires, autora do blogue Entre fraldas e livros, mal começou a ouvir falar do novo produto –  “as vendas eram só por convite” na altura -,  encomendou-o.  Uma semana depois, já notava a diferença. “Deixei de cheirar a tabaco”  e “posso fumar em qualquer lugar”, descrevia, então, no seu blogue.</p Depois de ter experimentado o cigarro electrónico “com líquidos à medida”, sem conseguir apreciar a experiência, declarava-se rendida ao tabaco aquecido. Trata-se de um produto, reflectia, para “fumadores que gostam de gadgets” e que, apesar de fumar, não querem cheirar a tabaco". A primeira loja abriu no Chiado, em Lisboa, era uma espécie de clube a que apenas se acedia por convite.

Aos 32 anos e fumadora há 15 anos, Ana, que trabalha no consultório do pai, médico, até conseguiu entretanto convencê-lo também a passar a usar o iQOS, mas ele “continua a utilizar cigarros electrónicos” em simultâneo. Alterna entre os dois, tal como Ana que, depois de uma primeira fase dedicação exclusiva ao aparelho, não conseguiu abandonar os cigarros normais, que continua a fumar, sobretudo quando vai sair à noite ou jantar com alguém.

Porquê? Porque ao mesmo tempo que reconhece as vantagens do novo produto -  “não faz fumo, não tem cinza, pode-se fumar em espaços fechados, já não fico com os pulmões na boca, e ninguém nos crava na rua” – Ana não consegue deixar de notar que “falta ali qualquer coisa”. “Falta o gesto de apagar o cigarro”, lamenta. Digam de vossa justiça

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